UFMT paga R$ 1,8 milhão e tem energia religada

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Campus da UFR teve aulas suspensas nos períodos da manhã e tarde desta terça-feira (16/7). No detalhe, o momento do corte de energia em Rondonópolis – Arquivo

 

Os câmpus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), incluindo a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) que administrativamente continua ligada a Cuiabá, foram surpreendidos ontem (16) com o corte de energia elétrica. A situação foi resolvida também ontem após a liberação do repasse pelo Ministério da Educação (MEC), possibilitando o pagamento da fatura pendente no valor de aproximadamente R$ 1,8 milhão. Conforme apurado pelo Jornal A TRIBUNA, a energia elétrica no campus de Rondonópolis já estava disponível ontem à noite, quando foi possível ter aulas novamente.

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O desligamento da energia elétrica ocorreu no período da manhã, de forma simultânea, em todos os cinco câmpus da instituição no Estado, localizados em Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Rondonópolis e Sinop, além da Base de Pesquisa do Pantanal. Somente em Rondonópolis, onde está em curso a emancipação administrativa, o campus oferece 19 cursos presenciais e conta com mais de cinco mil alunos. O corte de energia fez com que as aulas fossem suspensas nos períodos da manhã e tarde, além dos transtornos gerados em locais com materiais perecíveis.

Inicialmente, a UFMT informou que, no total, estavam em abertas seis contas, sendo quatro de 2018 e duas de 2019. A dívida de energia estimada era de R$ 7 milhões. A universidade disse que, no dia 28 de junho, foi notificada pela empresa Energisa quanto à possibilidade de interrupção na prestação de serviços por falta de pagamento, mas que, em negociações, conseguiu o adiamento do prazo para esta sexta-feira (19), sendo que foi surpreendida com o corte ainda ontem.

 

Assim, logo após o corte, a universidade repassou que entrou em contato com o MEC, solicitando a liberação de recursos financeiros necessários para o pagamento da fatura de energia. Depois da liberação do repasse pelo MEC, a UFMT disse que dirigiu-se à Energisa no período da tarde para demonstrar o pagamento da fatura pendente no valor de aproximadamente R$ 1,8 milhão. Com isso, a Energisa comprometeu-se a efetuar a religação da energia elétrica, o que ocorreu no final da tarde.

 

CONTROVÉRSIAS

Apesar da versão repassada pela UFMT, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou informações criticando a administração da instituição. Ele emitiu nota dando conta que irá tomar as medidas cabíveis, tanto administrativas como judiciais, para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT.

O ministro falou que tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11), quando atesta que chamou a reitora ao Ministério e autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a Reitoria da UFMT, nomeada há três anos, quitasse a dívida das contas de luz com a concessionária de Mato Grosso.

“Os valores, herdados no governo anterior, correspondem ao montante de R$ 1,8 milhão. A liberação do limite de empenho foi realizada na sexta-feira da semana passada com o compromisso da reitora para o pagamento imediato da referida dívida”, repassou o ministro.

 

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