(*) by Jerry Mill

Segundo texto publicado pela própria entidade, o Rotary “é uma organização internacional composta por pessoas interessadas e compromissadas em melhorar o mundo” (Noções Básicas do Rotary, página 2). E mais, no mesmo documento (página 3): atualmente, no mundo, “há mais de 1,2 milhão de associados de Rotary Clubs, chamados de rotarianos”. É um bom bocado de gente! Então, dearest, num universo tão numeroso de pessoas de todo tipo, de diferentes origens e de formas tão especiais de pensar, fica difícil acreditar que todas sejam ‘iguais’, você não acha?

O que eu quero dizer é que, embora algumas (poucas, raríssimas – felizmente) mulheres (ainda) insistam na ‘certeza’ de que os homens são todos iguais, o fato é que, principalmente hoje em dia, ninguém é igual a ninguém, estejamos falando de uma criança, um jovem ou um adulto. Assim como nenhuma cidade, estado ou país é igual ao outro, nenhum distrito ou clube de Rotary é igual ao outro, bem como nenhum rotariano é uma cópia perfeita do seu companheiro ou, no caso das mulheres, da sua companheira de clube – pessoas com as quais interagimos de duas formas: com alguma frequência ou esporadicamente.

Ainda assim, porque nem tudo também pode ser ‘diferente’, há uma certa tentativa de padronização do perfil do rotariano, seja na questão do vínculo com o clube (que pode contar com associados representativos e honorários), das classificações ou profissões (que não podem exceder os índices sugeridos pelo Rotary International) ou dos compromissos morais e econômicos assumidos por todos os antigos e novos membros daquele que é considerado o maior clube de serviços do planeta.

E vale sempre a pena lembrar que nem todo rotariano faz do seu Rotary Club uma prioridade em sua vida. Vou repetir: ‘uma’, e não ‘a’ prioridade da sua vida, pois a família, o trabalho e a educação, por exemplo, podem (ou devem) ser as reais prioridades na vida de todos nós, rotarianos ou não. Agora, o fato de decidir-se por priorizar esta organização centenária tão admirada e respeitada não nos torna maiores e nem melhores do que ninguém. Usar o distintivo de lapela (ou pin), camiseta ou boné do Rotary não nos torna ‘diferentes’. E, por fim, ser o governador do distrito ou o presidente de um Rotary Club não nos dá superpoderes.

Please entenda assim: como dizemos/ouvimos por aí, se há médicos e médicos, professores e professores, políticos e políticos, também há rotarianos e rotarianos. Ou seja: há aqueles que sabem qual é o seu papel na sociedade e o que se espera dele. Cabe a cada um, portanto, cumprir (bem) ou não esse papel e, cedo ou tarde, satisfazer/decepcionar aqueles que o conhecem, que veem nele (ou nela) um bom exemplo de ser humano. Simples assim, mas também complicado assim, na prática. Talvez tão simples (e complicado, convenhamos) quanto insistir na ideia de que as pessoas, principalmente os homens, rotarianos ou não, são todos iguais.

(*) Jerry Mill é Mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor da biografia Lamartine da Nóbrega – Uma História Como Nenhuma Outra

 

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