(*) Francisco Assis

Sentei no banco da praça
Passei a admirar uma estrela
Ela usava blusa com alça vermelha
Sua beleza uma graça.
Havia uma multidão de visitantes
Tornando aquele espaço pequeno
Porém aconchegante tão pleno
Com noite linda para os amantes.
Só podia ser uma modelo
Pelo destaque de simpatia
E o seu brilho me seduzia
Como se fosse um espelho.
À medida que o tráfego aumentava
Fui perdendo a de vista
Fiquei sem alvo sem pista
E naquele lugar não mais estava.
Levantei-me saí apressado
Pensei apenas em lhe dar um oi
Foi muito mágico ela se foi
Parar no colo do seu namorado.
Passei oferecendo um disfarce
Por não me conhecer nem olhou
Puxou o rosto dele e o beijou
Fiquei triste quem me ressarce?
Saí de fino pela calçada
Escolhendo o mais curto caminho
Enchi uma taça de vinho
Sobrevoei a madrugada.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email:
[email protected]

 

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