Papo Político

[email protected]

783
Adonias Fernandes: “Constantemente em vídeos com Zé do Pátio, poderá surgir como candidato a vice-prefeito numa dobradinha para a reeleição…”

1 – SENHORES E SENHORAS,

como dizia o político mineiro Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela está em um lugar; olha de novo e ela já mudou”, e assim segue a política rondonopolitana. Hoje iremos apresentar um novo quadro das discussões políticas que seguem cada vez mais quentes com o foco nas eleições municipais do próximo ano. Diferente de muitas coisas que já aconteceram e que escrevemos aqui na Coluna, o quadro político local, em resumo, segue da seguinte forma. Na verdade são três grandes grupos políticos que almejam o comando da Prefeitura de Rondonópolis, que é a segunda maior economia de Mato Grosso e com orçamento de R$ 1 bilhão ao ano. O primeiro deles, o do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), que deverá buscar a reeleição, o segundo é do ex-prefeito Percival Muniz (PDT) e o terceiro do ex-prefeito Adilton Sachetti (PRB).

AGORA

sabemos claramente que estes três grupos se rivalizam e hoje principalmente contra o projeto de reeleição de Zé do Pátio. Ao quadro de hoje, a primeira avaliação é que a classe política contrária a Pátio, se organiza para que no próximo pleito se tenha, no máximo, mais uma candidatura a prefeito além do projeto da sua reeleição, pois acreditam que num universo de mais candidaturas a prefeito, Pátio poderá levar a eleição. Neste contexto, grupos políticos, como o de Percival Muniz, estão buscando a unificação para uma pré-candidatura única de oposição, como já falamos aqui. Porém, neste grupo que busca a unificação estão nomes com anseio de se candidatarem a prefeito, como do vereador Thiago Muniz e do ex-vereador Ibrahim Zaher. Conforme foi publicado com exclusividade pelo A TRIBUNA nesta semana, Thiago Muniz declarou que tem a “chancela” do Dem para se candidatar a prefeito, enquanto Zaher garante a “chancela” do PSB estadual para uma pré-candidatura majoritária. Em nossa avaliação, se o grupo busca mesmo a unificação, um destes nomes terá que ter a humildade de renunciar o projeto e apoiar o nome do colega de grupo. E agora, quem renunciaria, Zaher ou Muniz? Se houver um fato como este e o grupo conseguir segurar esta unificação política na cidade até as eleições do próximo ano, será algo inédito na história da política local, pois situações semelhantes ao logo da história nunca vingaram até as eleições, pois sempre houve o “racha”, e de grupos com projeto como este sugiram várias candidaturas.

 

2 – MAS A ESTRATÉGIA

do grupo unificado hoje está com a seguinte organização, contando para a formação de uma coligação com os partidos Dem, PSB e PDT. Representando o Dem e PSB, Thiago e Ibrahim e já o PDT, o vereador professor Sidinei Fernandes, que articula para assumir a presidência do partido. Nesta coligação também poderá entrar o MDB, porém este não está firme na proposta, pois uma ala do partido tenta conduzir a sigla para apoiar a reeleição de Zé do Pátio. Outro partido que tem representante no grupo, mas está se bandeando para apoiar uma possível candidatura de Adilton Sachetti, é o PSD o qual Ibrahim se desfiliou-se.

FALANDO

nesta posição do MDB em apoiar uma reeleição de Zé do Pátio, essa posição está bem claro diante das últimas aparições do vereador Adonias Fernandes (MDB) em eventos com a participação do prefeito, onde constantemente ele vem gravando vídeos ao lado do Zé do Pátio e fazendo rasgados elogios de obras e outras iniciativas da Prefeitura. Para os analistas políticos de plantão, está ficando nítido que o Adonias defenderá uma coligação do MDB com o Zé e, tudo indica, que ele poderá ser o candidato a vice-prefeito. A pretensão do vereador Adonias de um dia vir a ser prefeito da cidade é muito antiga e, quem sabe, uma dobradinha agora com o prefeito na disputa pela reeleição, com o compromisso dele se afastar em 2022 para disputar um cargo estadual, poderá ser a grande oportunidade dele realizar o seu sonho. É realmente um projeto bem desenhado, e se o Adonias demonstra esse entusiasmo todo é porque já conta com as bênçãos do cacique emedebista Carlos Bezerra, que ultimamente é visto em conversas com Zé do Pátio. Portanto, o quadro está muito bem pintado.

 

3 – ALÉM DO GRUPO

“unificado”, uma outra ala liderada pelo Partido Verde fala em lançar candidatura própria reunindo todos os partidos de esquerda, o que resume também a busca por um projeto unificado, mas que dificilmente poderá ocorrer. Um exemplo seria o Partido dos Trabalhadores, que apesar de ser o maior representante da “esquerda” não está com a bola toda, mas continua sendo desejado por grandes partidos, por ter o maior fundo partidário e também um bom tempo na propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o que dificulta muito essa pretensão do PV. Acreditamos que em toda esta discussão, o PV até consiga aglomerar partidos para lançar uma chapa de vereadores, mas não liderar uma chapa na majoritária com o PT.

 

4 – QUEM CONTINUA

convivendo com questionamentos sobre sua campanha eleitoral é a senador Selma Arruda, sobre a condenação do caixa 2. Recentemente foi indicada para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, e ai surgiu um requerimento junto à Mesa Diretora, pedindo que a parlamentar mato-grossense não atue em tal comissão. Isso porque Selma Arruda está com seu mandato cassado, por decisão do TRE-MT. Ela só não perdeu o mandato de vez, por conta dos embargos declaratórios e recursos impetrados tanto no próprio Tribunal Regional quanto no TSE, ainda sem julgamentos.

MESMO

nesta situação e sendo dona de uma das principais vozes de Mato Grosso junto ao Governo Federal, Selma Arruda em agenda em Cuiabá, na última sexta-feira (12), se manifestou contrária à minirreforma tributária proposta pelo governador Mauro Mendes (Dem) que tramita na Assembleia Legislativa. Para a parlamentar, a aprovação do texto implicará na fuga de investidores do Estado e trará prejuízos ao bolso do cidadão. A senadora fez até uma manifestação no Senado, onde julgou como um desrespeito ao cidadão, essa decisão estadual, em um momento de crise onde não é hora de criar impostos e sim de diminuir gastos e incentivar mais investimentos pela iniciativa privada.

 

1 COMENTÁRIO

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here