Ana Vitória ao lado do pai, Valdemar Nestor de Araújo Filho, em visita ao A TRIBUNA – Foto: Deivid Rodrigues/A TRIBUNA

 

A meia Ana Vitória, de 19 anos, volta para Portugal amanhã (15) onde no seu clube atual, o Benfica, vai se preparar para a nova temporada do futebol feminino que começa entre os meses de agosto e setembro. Porém, antes de retornar para o solo europeu, a jogadora aproveita as férias para visitar a família e amigos em Rondonópolis, sua cidade natal, onde começou a trilhar o seu caminho nos gramados, até ganhar o mundo.

Ela própria diz que começou a brincar com bola desde que se entende por gente. Primeiro, foi para a escolinha de futebol do Caiçara Tênis Clube, quando tinha de cinco para seis anos de idade, e lá teve aulas com o professor Carlos.

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Depois, a mãe de Ana Vitória tentou colocar a filha, então com oito anos, na escolinha do União Esporte Clube. No entanto, a jogadora e mais uma amiga não foram aceitas no Vermelhinho porque na época o clube colorado não trabalhava com o futebol feminino.

Porém, a família procurou o Rondonópolis Esporte Clube (REC) e, no Leão, conseguiu entrar na escolinha onde começou a trabalhar com os professores Wendel, Cristiano, Douglas e Cleito Santos. Sendo que este último cuida da condição física de Ana Vitória até hoje, quando ela passa as férias em Rondonópolis.

Em 2013, Márcio Schmidt, que era diretor do REC naquela ocasião, tomou conhecimento de uma seletiva em Cuiabá que buscava atletas para os times sub-15 e sub-17 da Seleção Brasileira. Ele levou Ana Vitória, que tinha 13 anos, para passar pela “peneira” visando a categoria sub-15, mas ela teve a sorte de ser convocada logo para a equipe sub-17 da Canarinho.

Ana Vitória em ação pelo Benfica – Foto: Divulgação / Benfica

 

Desde então, ela se firmou na base da Seleção e isso a ajudou a ganhar visibilidade. Aos 16 anos, teve a chance de ser avaliada no Corinthians. “No início de 2017, o Márcio (Schmidt) estava em contato com o treinador do Corinthians. Então, eu fui chamada para fazer uma semana de avaliação, fui bem nos treinos, eles gostaram, me fizeram uma proposta e eu fiquei”, relatou.

No clube paulista, Ana Vitória aprimorou ainda mais a sua técnica com o treinador Arthur Elias e com o auxiliar Rodrigo. Todavia, a atleta dá credito à toda comissão técnica que contribuiu para que no alvinegro ela pudesse ser vice-campeã brasileira e conquistar o título da Libertadores, ambos no ano de 2017, e, em 2018, ser campeã brasileira e vice-campeã paulista. Foram aí duas temporadas defendendo o clube do seu coração.

Mas, a vida reservava à garota alçar voos maiores e aterrissar em Portugal. Começou com uma visita ao Benfica para conhecer a estrutura do time português e, a partir de janeiro de 2019, Ana Vitória passou a vestir a camisa da equipe de Lisboa, onde se profissionalizou, já que no Timão seu contrato não era profissional, porque a modalidade de futebol feminino, segundo ela, não é profissionalizada no Brasil.

 

A jogadora chegou em meio à temporada 2018/2019, já que na Europa, diferente do Brasil, as competições são disputadas entre o meio de um ano até o meio do ano seguinte. Contudo, isso não foi barreira para que Ana Vitória, em seis meses de Benfica, já conquistasse dois títulos – o da Taça de Portugal, que equivale a Copa do Brasil, e a segunda divisão da Liga Portuguesa, correspondente a Série B do Campeonato Brasileiro.

“Estou muito feliz. Tive uma passagem muito vitoriosa pelo Corinthians e acredito que começamos bem no Benfica. Tenho certeza que a tendência é melhorar ainda mais”, destacou.

Ela volta ao Benfica amanhã e terá pela frente, na temporada 2019/2020, a disputa novamente da Taça de Portugal, além da Super Taça e a elite da Liga Portuguesa.

Questionada sobre o futuro, Ana Vitória mostra que o seu foco está no Benfica e nas próximas competições que virão. “Quero ganhar as competições que teremos em Portugal. Para ser bem sincera eu não digo ‘ah, eu pretendo jogar em tal país ou em tal time’, não, então no Benfica eu estou muito feliz, é um grande clube e os meus planos de imediato são ganhar as competições que nós vamos disputar”, afirmou.

 

QUASE NA SELEÇÃO PRINCIPAL

Em 2017, depois da demissão da técnica Emily Lima, Vadão assumiu o comando da Seleção Brasileira Feminina principal. A nova comissão técnica passou então a trabalhar com a ideia de renovação e de conhecer novas jogadoras. Mas um fato chamou a atenção de Ana Vitória pela forma como sua convocação foi conduzida.

“Chegou a ser formalizada a minha convocação, o Corinthians recebeu a notificação de que eu havia sido convocada, porém estava na época de preparação para a Copa do Mundo Sub-20 e terminou que eu e mais algumas atletas da Sub-20 fossem convocadas também. Porém, acabou que desconvocaram todas essas jovens atletas, diria até promissoras, porque não conseguiram entrar num acordo”, explicou a meia que depois disso não recebeu uma nova oportunidade na seleção.

 

FAMÍLIA TRADICIONAL

Ana Vitória faz parte de família tradicional de Rondonópolis. Por parte do pai, Valdemar Nestor de Araújo Filho, é neta de Valdemar Nestor de Araújo, um dos primeiros contadores de Rondonópolis, falecido no ano passado. Já pela parte da mãe, Magdaleide Angélica Kliemaschewsk, integra essa conceituada família.

 

 

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