Professores não acatam proposta e greve continua

Sem acordo, os profissionais da educação prosseguem com o movimento grevista – Divulgação/Sintep

 

Durante assembleia realizada ontem (12), os profissionais da rede estadual de educação rejeitaram a proposta apresentada pelo governo durante a segunda reunião de conciliação na segunda-feira (8). Na ocasião, o executivo estadual propôs pagar os pontos cortados dos servidores grevistas, caso o movimento se encerrasse. A maior parte dos trabalhadores não concordou com a proposta.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais da Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valteir Pereira, apesar do Governo do Estado ter proposto pagar os pontos parcelados até 26 de agosto, não acatou o pedido de cumprir a lei 510, que prevê o aumento gradativo do ganho real.

“O documento do governo apesar de ter apresentado uma proposta em relação ao corte de pontos não assume um compromisso com relação à lei 510. Diante dessa proposta a categoria apontou pela continuidade da greve por tempo indeterminado”, afirmou.

 

PROPOSTA DA AL

Na quarta-feira (10), o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM) encaminhou ao governador Mauro Mendes (DEM) um ofício com uma proposta para reajuste dos salários dos professores a fim de encerrar a greve da categoria.

O documento, assinado por 18 deputados estaduais, sugere ao chefe do Executivo que conceda o aumento de forma escalonada. A primeira seria de 2,6% na folha salarial de agosto; a segunda, também de 2,6%, entraria na folha de novembro. Já a última, de 2,49%, em fevereiro do ano que vem.

Ontem, em resposta, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou respeitar a AL, mas rejeitou a proposta dos deputados. “Estamos aqui para ouvir e decidir em cima da verdade e de fatos concretos. Não posso ser e não seremos uma administração irresponsável, que vai ficar dando cheques sem fundo, autorizando gastos e obras”, afirmou o governador à imprensa.

Um grupo de deputados está ameaçando trancar a pauta de votações na ALMT até que o Governo do Estado encontre um meio para colocar um fim à greve dos professores.

Os servidores cobram o cumprimento da lei da dobra do poder de compra (Lei 510/2013), que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, bem como a Revisão Geral Anual (RGA).

 

1 COMENTÁRIO

  1. Greve injustificavel, pois o estado de Mato Grosso é um dos que melhor remunera os professores proporcionalmente às horas trabalhadas. Ademais, nosso estado enfrenta um serio problema nas contas publicas, em grande parte causada pelo seu funcionalismo caro e improdutivo. Ademais, professores apresentam aposentadoria especial precoce, e se aposentam muito antes dos outros trabalhadores. É necessario que o jornal exponha o valor do salario destes professores em comparaçao aos outros estados.

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