Imagem mostra construção da casa de recuperação para animais em estágio avançado – Foto: Divulgação

 

Organizações Não-Governamentais (ONGs) que atuam em defesa dos animais em Rondonópolis ainda esperam uma definição sobre de quem será a responsabilidade de administração e de manutenção do espaço que a Prefeitura está levantando, na saída para Poxoréu, para receber animais resgatados nas ruas. Uma reunião entre Ongs, Poder Judiciário, Ministério Público e Prefeitura, em data ainda a ser marcada, deve definir essa questão em aberto.

A discussão acerca da responsabilidade da nova estrutura precisa ser feita considerando que a construção já entrou na sua fase de acabamento, devendo estar pronta em breve. A princípio, vinha sendo divulgado que a unidade, quando pronta, seria entregue para administração das Ongs que atuam em defesa dos animais na cidade.

“A gente não sabe se quem vai assumir o espaço é a Prefeitura ou as Ongs, mas a priori as entidades não possuem condições para isso”, externou para o A TRIBUNA uma representante de entidade de defesa dos animais. “A princípio, a gente acredita que a responsabilidade não vai ficar com as Ongs. Dá onde as Ongs vão tirar dinheiro para comprar ração, produtos de limpeza e outros itens?”, continuou.

Além da dúvida sobre a manutenção da estrutura, as Ongs do setor destacam que não se trata de um abrigo para animais, como vem sendo divulgado. “Não é um abrigo, é uma casa de recuperação de animais. Pois abrigo, as pessoas podem pensar que é um local de levar ou deixar os animais. Abrigo não funciona! O correto é levar o animal abandonado, recuperá-lo e colocá-lo para adoção”, explicou para a reportagem.

Essa reunião para debater o funcionamento da casa de recuperação de animais já era para ter ocorrido, mas foi adiada por motivo de força maior. Agora os envolvidos aguardam que a juíza do Juizado Volante Ambiente (Juvam), Milene Aparecida Pereira Beltramini, marque uma nova data para discutir o assunto. Para essa ocasião, as Ongs também vão sugerir a nomenclatura do espaço.

O PROJETO – Segundo repassado esta semana pela Prefeitura, a Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que toda a parte predial da unidade já foi erguida, que inclui a parte administrativa, o ambulatório, os abrigos e também o gatil. Essa semana a empresa contratada para construir a estrutura começou a fazer a colocação do telhado e uma outra equipe vai iniciar também a fazer a reboco das paredes para que então seja feita a pintura do local.

A previsão da Sinfra é que até outubro os animais abandonados poderão começar a ser levados ao espaço, que foi projetado para receber até 500 cães e gatos que vão ficar protegidos recebendo assistência veterinária e passarão pela castração. A obra está orçada em R$ 3 milhões e está sendo executada com valores referentes a multas ambientais aplicadas pelo Juvam mais a contrapartida de recursos próprios do Município.

 

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