Após os deputados estaduais enviarem uma proposta ao Governo do Estado, afirmando que o Executivo teria condições de atender às reivindicações dos professores em greve desde o último dia 27 de maio, pelo menos oito deputados já afirmaram que estão dispostos a não apreciar nenhuma matéria do Executivo até que o governador Mauro Mendes decida por um fim à paralisação.

Os parlamentares ‘rebeldes’ são liderados pelo segundo secretário da Assembleia, Valdir Barranco (PT). A proposta feita pelo Legislativo sugere que o pagamento dos 7,69% de aumento acima da inflação reivindicado pelos grevistas seja pago em três parcelas, sendo 2,6% na folha salarial de agosto, 2,6% em novembro e 2,49% na folha de fevereiro do ano que vem.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), a iniciativa de trancar a pauta faz parte do jogo democrático e a classificou como legítima. “É um direito deles (deputados) obstruírem a pauta. Cabe, agora, ao Governo organizar sua base, sua bancada, para vir votar. Porque o que está faltando realmente é a base do Governo, que não está presente”, afirmou.

A proposta em questão foi enviada ao Executivo na noite de anteontem (10) e foi formatada após uma reunião entre deputados e representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), que procuraram a Assembleia para cobrar uma posição do Legislativo que leve ao fim da greve.

 

OUTRO LADO

Por meio de nota divulgada no começo da tarde de ontem, a assessoria do Paiaguás afirma que não tem receita para viabilizar a proposta apresentada pela Assembleia Legislativa para o Executivo conceder 7,69% de reajuste para os servidores da Educação. Conforme a assessoria, o governador Mauro Mendes, até aquele momento, ainda não havia recebido o documento da Assembleia Legislativa. Portanto, não seria uma resposta ao Legislativo.

“Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o Estado já não dispõe”, manifestou o governo por meio da Secretaria Adjunta de Comunicação.

Os professores se reunem em nova assembleia geral na tarde de hoje (12), na escola Presidente Médici, em Cuiabá, para fazerem uma análise da situação e decidirem se recuam da greve ou se prosseguem paralisados.

 

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