Carlos Bezerra (1), Dr. Leonardo (2), José Medeiros (3), Juarez Costa (4), Nelson Barbudo (5), Neri Geller (6), Emanuel Pinheiro (7) e Rosa Neide (8) : integrantes da bancada de Mato Grosso na Câmara Federal – Fotos: Site Câmara Federal

 

Dos oito deputados federais de Mato Grosso, apenas a petista Rosa Neide votou contra a Reforma da Previdência, cujo texto base foi aprovado na noite de anteontem (10) na Câmara dos Deputados. Os demais votaram a favor da proposta, que foi aprovada por 379 votos a favor e 131 contra, quando seriam necessários apenas 308 para aprovar a matéria.

O texto base, aprovado em primeiro turno, ainda pode ser modificado, em parte, na análise dos destaques apresentados pelos deputados, e estabelece o aumento do tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

A proposta original apresentada foi alterada pelos deputados, ficando de fora a proposta de transformar a Previdência numa capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais.

Da bancada mato-grossense, votaram a favor do texto base da reforma os deputados Carlos Bezerra (MDB), Dr. Leonardo (SD), José Medeiros (Pode), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PSL), Neri Geller (PP) e Emanuel Pinheiro Neto (PTB). Já a ex-secretária estadual de Educação, Rosa Neide (PT) foi a única a votar contra a proposta.

 

PARTIDOS

Entre os partidos políticos, em âmbito nacional, o PSL do presidente Jair Bolsonaro votou em peso pela aprovação da Reforma, tendo garantido 52 dos seus 53 votos, já que um de seus deputados estava ausente da Câmara no momento da votação. O MDB e DEM, só para ficar nos grandes partidos nacionais, garantiram 100% dos votos de suas bancadas pela aprovação da reforma da Previdência. Por outro lado, os deputados do PT, PSOL e PCdoB foram na direção oposta e votaram 100% contra.

A discussão a respeito do assunto foi retomada na tarde de ontem (11) e como era de se esperar, o clima era tenso e as articulações intensas, com a oposição tentando alterar o texto na parte que trata de questões como pensões, cálculo dos benefícios, professores, policiais e mulheres.

 

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