Professores x Governo: SINTEP local quer continuidade da greve

João Eudes, do Sintep local: “Rondonópolis não aceita a proposta” – Foto: Arquivo

 

Em greve desde o último dia 27 de maio, portanto há 44 dias, os professores da rede estadual de Educação se reúnem em assembleia geral amanhã (12) em Cuiabá – e não mais hoje (11) como foi anunciado pela categoria – para avaliar a proposta apresentada pelo Governo do Estado na audiência promovida pelo Núcleo de Conciliação do Tribunal de Justiça (TJ) na segunda-feira (8). Em Rondonópolis, o Sintep local antecipou que a proposta foi recusada pelos professores.

De acordo com o presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) em Rondonópolis, João Eudes Anunciação, os professores da rede estadual se reuniram em assembleia na última terça-feira (9), na cidade, e houve resistência entre os presentes. “O que tem de diferente entre essa e a primeira proposta apresentada é que antes o governo não mencionava a lei 510/2013. A audiência de conciliação era para tratar do corte nos pagamentos e foi isso que foi feito. Na primeira tentativa, a categoria rejeitou na hora a proposta e agora novamente. Na verdade, ele (governo) admite a possibilidade de fazer uma análise da receita no quadrimestre para avaliar a possibilidade de pagar ou não o que está estabelecido na lei 510 e parcelou o pagamento dos dias cortados em duas vezes. O pessoal não gostou disso”, explicou.

Segundo ele, a categoria até chegou a ventilar a possibilidade de aceitar a proposta e retornar às salas de aula, mas esse parcelamento da reposição dos dias descontados dos salários, em duas vezes, não foi aceita pelos mesmos, que no caso dos professores de Rondonópolis, decidiram pela continuidade do movimento.

“Esse corte no pagamento não foi aceito, pois se trata de um recurso que o governo já tinha (em caixa). Por que agora, para devolver, tem que parcelar? Nós entendemos que isso pode ser pago de uma só vez, pois nós vamos ter que dar as 800 horas de aula (previstas no ano letivo) e não se justifica esse corte. Nós estamos parados, mas o calendário deve continuar quando retornarmos às aulas”, completou.

Dessa forma, os professores grevistas de Rondonópolis não aceitaram a proposta e seus representantes na assembleia geral estadual defenderão a continuidade da greve.

O professor João Eudes ainda salientou que o TJ já encerrou as suas tentativas de promover uma conciliação entre as partes que leve ao fim da greve e, caso a categoria decida nesta sexta continuar parada, o Tribunal deve então tomar uma decisão a respeito da situação. “Nós ainda estamos investindo numa saída política e estamos negociando um apoio da Assembleia Legislativa para que os deputados estaduais consigam negociar junto ao governo uma proposta melhor para nossa categoria”, concluiu.

Anteriormente, o governo já havia cortado alguns dias referentes ao mês de maio do salário dos professores, e novamente promoveu o corte no pagamento dos grevistas, tendo pago ontem (10) os trabalhadores que não entraram em greve. Ainda ontem, a direção do Sintep encaminhou para a Assembleia Legislativa um ofício cobrando, mais uma vez, o apoio dos parlamentares.

A assembleia geral dos professores da rede estadual acontece amanhã (12), a partir das 14 horas, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.

 

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