Dia do incêndio – Divulgação

 

Os moradores da cidade, que já sofrem com a fumaça das queimadas urbanas típicas dessa época do ano, também precisam conviver com um problema que o Município de Rondonópolis parece não conseguir resolver. Os ecopontos, que foram criados como uma solução para o descarte de restos de podas de árvores e corte de grama, acabaram virando um grande pesadelo para muitos rondonopolitanos. Se até outro dia o problema era o acúmulo de lixo e a falta de limpeza, agora é a fumaça que passa a incomodar neste período de estiagem, especialmente aqueles que sofrem com problemas respiratórios, crianças e idosos.

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Na noite de anteontem, um incêndio, provavelmente criminoso, deixou moradores da região Salmen, Rodovia do Peixe e região central da cidade, especialmente, em meio à fumaça. O ecoponto provisório criado pela Prefeitura, para atender os moradores enquanto novas unidades em construção não ficam prontas, foi alvo de vândalos que incendiaram o local.

O Corpo de Bombeiros de Rondonópolis foi acionado para conter as chamas e conseguiu controlar o fogo. A situação assustou os moradores e empresários com estabelecimentos próximos, pelo fato de toda a vegetação ao redor do ecoponto estar bem seca e o risco do fogo se propagar para outras áreas.

 

Situação do ecoponto na manhã de ontem, após o incêndio. – Patrícia Cacheffo

 

Na manhã de ontem, ainda havia muita fumaça no local, mas ao longo do dia o material que estava no ecoponto foi sendo retirado. O ecoponto improvisado tem funcionários atuando, mas apenas em horário comercial. No período noturno, não há ninguém cuidando do local, exceto uma viatura com policiais civis que também faz rondas pelos locais em que há descarte irregular de lixo por toda a cidade, portanto, não permanece parada no ecoponto.

O cumprimento da promessa de que a cidade terá ecopontos adequados, com vigilância e a garantia de que esse tipo de ação de vândalos não mais será registrada, ainda é aguardado pelos moradores da cidade.

 

OUTRO LADO

A reportagem questionou a Prefeitura de Rondonópolis sobre o andamento das obras de construção de quatro ecopontos, que já deveriam estar finalizadas. Perguntamos quando os ecopontos serão entregues e qual a situação atual das obras, que estão atrasadas. A Prefeitura se limitou a dizer que “estas obras são de responsabilidade do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear)”, talvez se esquecendo que se trata de uma Autarquia do Município, que recebe recursos públicos e sobrevive dos valores pagos pelos rondonopolitanos, que estão sendo afetados pelo problema ambiental e de saúde pública.

São quatro ecopontos em construção, que em tese devem amenizar o problema de descarte irregular na cidade. Em um deles, visitado pela reportagem, a placa mostra que a obra foi iniciada no dia 7 de janeiro deste ano, com prazo de entrega de 90 dias. Contudo, a obra ainda não está pronta, segue bastante atrasada e, no local, apenas uma pessoa estava trabalhando.

O Município chegou a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual (MPE/MT) com o prazo para entrega dos ecopontos, mas o prazo não foi cumprido e, atualmente, não há informações sobre como MPE e Prefeitura estão lidando com a situação.

 

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