Mandados cumpridos na Mata Grande

Ordens judiciais foram cumpridas dentro da “Operação Tentáculos”, que aconteceu também em outros cinco municípios

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Operação ocorreu em seis municípios de MT e resultou em 58 prisões – Foto: PJC/MT

 

A Polícia Judiciária Civil (PJC) cumpriu ontem (9), na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa – Mata Grande, três mandados de prisão contra integrantes de facções criminosas que atuam em Mato Grosso, dentro da Operação Tentáculos, que aconteceu também em outros cinco municípios. O nome dos envolvidos não foi divulgado pela Polícia Civil.

A operação cumpriu, em todo o estado, 58 mandados de prisão contra membros de facções criminosas com atuação forte em roubos, tráfico de drogas, homicídios e crimes diversos de estelionatos, muitos deles praticados a mando e por membros que estão presos em unidades prisionais do Estado.

Além de Rondonópolis, os mandados foram cumpridos em Tangará da Serra, de onde se originou a investigação, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Cuiabá e Juína. Em unidades prisionais, os mandados foram cumpridos na Mata Grande e na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Os mandados são da Sétima Vara do Crime Organizado de Cuiabá e é a 5ª fase de uma investigação desenvolvida ao longo de quatro anos, sendo esta a última etapa decorrente do trabalho investigativo e de inteligência que vem sendo desenvolvido pelo núcleo de Tangará da Serra há um ano.

A investigação aponta que os criminosos, todos integrantes de facção criminosa ou ligados a facção por meio da associação para o tráfico de drogas, atuam tanto no interior das cadeias/presídios, quanto fora delas, agindo de maneira extremamente organizada, usufruindo de proteção imposta pelo medo, desde a eliminação dos rivais para tomar e estabelecer territórios, administrando eventuais conflitos e impondo regras.

As lideranças, mesmo cerceadas de liberdade, mantêm contato com comparsas e familiares para passarem ordens, deixando claro que sentem-se impunes, protegidas sobre as grades das cadeias, de onde não deveriam ter contato com crimes, seja internamente ou externamente. “Grupo de indivíduos composto por experientes criminosos sensíveis a investigação, pois ora planejam ações em sua totalidade, ora alguns dos alvos aliam-se a outros novos para a prática delituosa”, destaca o relatório da investigação.

 

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