Luiz Fernando Nunes de Souza, durante o julgamento de ontem: condenação de quase 20 anos – Roberto Nunes/A TRIBUNA

 

O réu Luiz Fernando Nunes de Souza, 32 anos, acusado de assassinar o 3º sargento da PM Ilário Vilela Silva, 42 anos, com dois tiros, crime ocorrido no dia 25 de maio de 2018, durante uma abordagem veicular, foi condenado ontem (4) a 19 anos e dez meses de prisão, em sessão de julgamento no Tribunal do Júri. A sentença foi prolatada pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Wagner Plaza Machado Júnior.

Conforme consta, no dia do crime, a vítima estava na companhia do soldado Fábio Vicente da Silva e faziam rondas pela cidade quando avistaram um Gol branco, suspeito, no pátio de um mercado em construção. Um vigia contratado pelo proprietário do estabelecimento estaria dormindo, dentro do veículo, quando atirou contra o policial que morreu no local.

A viatura do Sargento Vilela, como era conhecido, se deslocava para atender uma ocorrência repassada pelo Ciosp, que seria num sítio e como outra equipe daria apoio, combinaram um local para se juntarem. O ponto seria na rotatória da Avenida dos Estudantes, próximo ao condomínio Village do Cerrado, em uma construção de um supermercado. A viatura do sargento foi a primeira a chegar e os policiais visualizaram um Gol branco, com vidros 100% fumê, estacionado em local separado dos demais, o que motivou a realização da abordagem.

 

Com o giroflex ligado e utilizando a lanterna, a viatura se aproximou e o comandante verbalizou, mas não teve nenhuma resposta. O Sargento Vilela se aproximou do veículo pela porta traseira direita para verificar o que poderia estar no veículo. Nesse momento, conforme amplamente noticiado, foi surpreendido por disparos de arma, sendo que dois atingiram o sargento, que não conseguiu responder a ameaça, pois caiu. O soldado Vicente que o acompanhava realizou vários disparos em resposta e solicitou apoio das demais equipes. De imediato, foi acionado o Samu e demais órgãos para atendimento ao fato, constatando a morte do policial.

Após os disparos, o suspeito fugiu para dentro da construção. Equipes policiais entraram e localizaram Luiz Fernando escondido atrás de prateleiras. Ele informou que foi contratado pelo proprietário do estabelecimento para trabalhar de segurança no local. Alegou que estava dormindo no veículo e se assustou com a abordagem, por isso atirou cinco vezes, quatro foram deflagradas e uma picotada.

Conforme consta na sentença, a maioria dos jurados reconheceu que o réu foi o autor dos disparos e que o crime ocorreu mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e contra um policial militar no exercício de suas funções. “O réu é reincidente específico, tendo quase que uma compulsão por portar arma de fogo, vez que suas duas condenações anteriores estão atreladas a este tipo penal. Além de tudo, o acusado confessou os fatos”, diz um trecho da sentença.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here