(*) Dom Juventino

Dia 24 de Junho é dia da Natividade de São João Batista. Em decorrência da lei municipal nº 5.505/2008, foi declarado Padroeiro do Município de Rondonópolis.

Foi escolhido como Padroeiro por ser é um profeta Bíblico, aceito por todas as denominações religiosas e modelo de vida. João Batista era um homem austero. Vivia no deserto, vestia peles de camelo e alimentava-se de gafanhotos e mel (Mc 1,6).

Homem de oração, chamando todos à conversão, pregava o batismo para a remissão dos pecados e anunciava: “Depois de mim vem Aquele que é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de, abaixando-me, desatar a correia de suas sandálias. Eu vos batizo com água. Ele vos batizará com o Espírito Santo” (Mc 1,7-8).

Por ser fiel à sua missão de anunciar a verdade, João Batista foi preso e morto (Mc 6,17-29). Sua cabeça foi colocada numa bandeja e apresentada ao rei em dia de banquete. Deceparam a cabeça de João Batista, mas não as suas palavras, seus ensinamentos, seu testemunho de vida.

O anúncio de João Batista prepara o caminho para o Senhor, para a Nova e Eterna Aliança, que será anunciada, lembrada por Jesus. Por isso que João Batista aponta para Jesus e diz: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo” (Jo 1,29). Aponta para um mundo novo, marcado pela justiça, pela partilha, pela fraternidade, pela “Vida plena para todos”, pela salvação.

O nascimento de João Batista (Lc 1,57-80) foi cercado de sinais e maravilhas. Filho de Isabel, uma mulher estéril idosa e de Zacarias, um homem mudo. Narra o Evangelho que entre Isabel e Maria, ambas grávidas houve um encontro de duas mulheres. Ao nascer a “a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou e ele começou a louvar a Deus”.

João Batista foi um homem de Deus, viveu no deserto, levava uma vida rude, de penitência. Assim se preparou para ser aquele que aponta que Jesus já está no meio de nós. João Batista veio para fazer o povo reacender a esperança na vinda do Messias.

O Evangelho de Marcos (1.2-4) descreve como apareceu João Batista no deserto pregando o arrependimento para o perdão dos pecados. Ele percorreu toda a redondeza do rio Jordão batizando o povo nas águas do rio, para remissão de pecados e anunciando que, depois dele, viria um, que seria mais poderoso do que ele, que batizaria no Espírito Santo e no fogo. “Eu sou a voz do que clama no deserto; endireitai o caminho do Senhor” e proclamou que Jesus era o Cordeiro de Deus que veio para tirar os pecados do mundo.

João Batista, padroeiro da cidade e Rondonópolis. Uma cidade, um povo, um município não pode ser regido somente por metas econômicas e sociais, mas também pelos valores, cultura, educação, segurança. E a religião tem este papel elementar na vida das pessoas, formar para os valores. Na maioria das cidades do Brasil, o dia do padroeiro é feriado, festejado, comemorado, lembrado e celebrado. O padroeiro torna-se um referencial para o convívio dos cidadãos, horizontes para crianças e adolescentes e modelo de vida para as famílias. Em torno do padroeiro constrói-se base de cultura e de valores.

A celebração religiosa acontece no dia 24 de junho, às 19 horas, noa Matriz da Paróquia São João Batista, Bairro Parque Universitário, no Oratório Dom Bosco, com procissão e homenagem ao padroeiro com a fogueira.

(*) Dom Juventino Kestering é bispo diocesano

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