(*) Francisco Assis

Tentei remover do ouvido
Aquelas palavras de ofensa
Mas é nela que a gente pensa
Quando o amor foi construído.
Antes ficavamos de costa na cama
Naquelas brigas sem sentido
Olhos lacrimejavam escondido
Vivendo naquele drama.
Desviando o foco do casal
Que juraram se respeitar
Numa noite linda de luar
Ambos se feriam de forma brutal.
Dias após dias
O quadro tendia a se agravar
Ninguém viria nos visitar
Que privacidade vazia.
Olhares direcionados para outro horizonte
Nada de surgir um intermediador
Isso caminhava para o fim do amor
Apagando de vez sua fonte.
Seus sintomas eram sinistros
Qual expressão machucada
Alma sangrando língua afiada
Como se fosse serpentes, sem registro.
Depois virá o arrependimento
Sem tempo para o perdão
Sinais da ira no coração
Para um infinito sofrimento.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email:
[email protected]

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here