Dois pratos

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(*) Francisco Assis

Dois pratos postos na mesa
Um cheiro de comida no ar
Procurei pela minha princesa
Estava ela lá no pomar.
Colhendo frutas de acerola
Para fazer aquele suco gostoso
A chamei nem me deu bola
Fazendo um charme maravilhoso.
Aproximei bem devagar
Dei-lhe um abraço apertado
Fiz um chamego até arrepiar
Depois fui seu convidado.
Naquele cabelo havia cachos
Entre eles um precioso perfume
Molhado para agradar o seu macho
Sem perder o hábito nem o costume.
Trajava seu shortinho curto
Uma blusa florida com decote
Finjo de louco, porém, não surto.
Pelas ações de amor deixe que note.
Ela bem sabe ser desejada
No tocar leve da minha mão
Fica feliz e bem cevada
Querendo meu beijo e ver ação.
Depois de tanto amasso
E prolongados arrepios
Estávamos aquecidos e descalços
E o jantar um pouco frio.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email:
[email protected]

 

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