Transporte Coletivo: Greve, por enquanto, está descartada

Apesar de ter sido cogitada a greve, sindicato garante que o serviço, pelo menos neste momento, não será paralisado

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Serviço do transporte coletivo deve seguir operando normalmente – Foto: Arquivo

 

Mesmo com o impasse estabelecido entre a prefeitura e a empresa Cidade de Pedra, que exige do poder público um subsídio mensal de R$ 350 mil e a isenção de impostos, como condição para não abandonar o serviço na cidade, situação que não foi aceita pela prefeitura, a população não corre o risco de ficar sem o transporte coletivo, ao menos de imediato. Quem garante isso é o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Rondonópolis e Região (STTRR), entidade que representa os trabalhadores da empresa.

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“O prefeito pediu um prazo até terça-feira para resolver essa situação, mas eu não sei de que forma. Ele nos disse que está trabalhando no edital de uma nova licitação, mas mesmo que eles lancem agora esse edital, não há como essa licitação demorar menos que uns três meses. Então, a categoria está esperançosa que o prefeito resolva o problema do transporte coletivo, seja com a Cidade de Pedra, seja com outra empresa, mas não deixe os trabalhadores desamparados”, afirmou Luiz Gonçalves da Costa, presidente do STTRR.

Apesar da greve ter sido cogitada pelo próprio sindicalista e que deveria ser deflagrada a partir desta segunda-feira, Luiz Gonçalves repassou que da parte dos trabalhadores, neste momento, não há nenhuma conversa sobre paralisação, greve ou algo do tipo.

Segundo ele, a maior preocupação dos trabalhadores e seus representantes, no momento, é evitar as demissões dos mais de 150 funcionários da empresa, porém, pelo que deixou a entender, a paralisação que chegou a ser cogitada foi descartada, pelo menos até o término do aviso prévio dado aos trabalhadores, que vence no dia 30 deste mês.

“É uma calamidade tantos pais de família ficarem desempregados assim de uma hora para outra. São 150 trabalhadores e quase mil pessoas que vão ficar desamparados. Outra situação que está nos preocupando é o fato de a Cidade de Pedra estar pedindo o parcelamento das rescisões dos trabalhadores”, concluiu.

 

Os representantes da empresa, dos trabalhadores e o prefeito José Carlos do Pátio (SD) devem voltar a se reunir nos próximos dias para continuarem buscando uma solução para a situação que evite que a cidade fique sem o transporte coletivo e também que os trabalhadores fiquem desempregados.

 

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