Gasto desnecessário

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(*) Saulo Moraes

Tira o cone e coloca o cone, tira o cone e coloca o cone, tira o cone e coloca o cone… Nova rotina diária da empresa terceirizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para controlar os veículos que entram e saem do pátio do Fórum de Rondonópolis-MT. Gasto desnecessário dos recursos públicos nessa contratação porque antes eram os próprios condutores que sob os olhares atentos dos mais de meia dezena de policiais militares que cuidam da segurança, entravam e saíam do supra pátio sem maiores problemas: se não encontravam vagas, simplesmente circulavam com seus carros e saiam seguidamente dali.

Gasto desnecessário porque não tem, no entendimento deste subscritor, serventia nenhuma colocar um porteiro somente para ficar tirando e colocando o cone na entrada do pátio. Gasto desnecessário porque qualquer veículo que adentra ali seu condutor não é identificado pelo porteiro, que somente tem a preocupação de observar se o estacionamento está lotado ou não nas vagas oferecidas aos advogados e servidores, e assim controlando esse fluxo através do cone.

Ora, repito, desnecessário ter um gasto só para isso. Deveria sim, esse dinheiro do contribuinte que certamente está sobrando no Poder Judiciário, ser gasto na contratação de mais estagiários para auxiliarem os pouquíssimos servidores lotados no Foro de Rondonópolis, uma vez que concurso público não se ouve falar. Esse serviço público gasto com essa empresa contratada pelo JMT, certamente a sociedade não irá usufruir.

É cada desperdício que se vê ainda hoje que nos leva a entender que dificilmente haverá uma real mudança de comportamento nos gastos públicos. Até parece que não sabem que existe uma crise financeira ocorrendo no país. E aos do contra digo que todo cidadão que paga seus impostos em dia tem sim o direito de comentar seu entendimento sobre uma situação como essa ora apontada. Devemos sim, fiscalizar e entender como tudo é gasto. A população tem sim o direito de participar no controle da Administração Pública. O voto é somente uma etapa no exercício de cidadania.

(*) Saulo Moraes é um advogado “cricri” com esses gastos desnecessários

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Exatamente isso. É um gasto desnecessário. É preciso economizar , diante da situação deficitária pela qual passa o nosso país. O cidadão, eleitor e contribuinte tem todo o direito de fiscalizar e opinar sobre o que acha certo ou errado, no que se refere aos gastos com o dinheiro público. Parabéns, doutor Saulo.

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