O protesto, que começou na praça Brasil, também percorreu as principais avenidas da região central da cidade – Divulgação

 

Centenas de pessoas se aglomeraram na Praça Brasil, na manhã de ontem (14), para protestar contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O protesto fez parte da Greve Geral nacional convocada pelas centrais sindicais e, ao final do ato, os manifestantes saíram em caminhada pelas principais avenidas da região central, antes de se dispersarem.

De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Maria Celma de Oliveira, a avaliação dos organizadores é que o ato público correspondeu às expectativas das entidades de trabalhadores. “Eu acho que o nosso movimento foi positivo. É claro que poderia ter mais gente, até porque a rede municipal e estadual de educação aderiram, mas a participação e o movimento em si foram muito bem, tanto aqui em Rondonópolis quanto em todo o país”, declarou.

Para ela, é a partir de ações como essa que os trabalhadores e a população em geral conseguem dizer para a sociedade e a classe política o que acha dessa reforma proposta pelo governo. “É fundamental que a sociedade se manifeste, porque atos como os que têm acontecido ultimamente, tanto a mídia quanto os parlamentares não têm como alegar que não viram. Eu acredito que essas ações populares são muito importantes porque obrigam eles a verem o que estamos querendo. Esse é um instrumento da democracia e se os trabalhadores, que serão os maiores prejudicados, ficarem só assistindo, eles vão fazer o que quiserem. São essas manifestações que dão o tom das alterações que defendemos. Nós teremos muitas dificuldades para barrar a reforma em si, mas ela não vai passar da forma como o governo quer”, continuou a sindicalista.

Representante da categoria dos professores, Maria Celma diz entender que os profissionais da educação serão um dos maiores prejudicados pela reforma da Previdência. “O prejuízo principal é que não vão conseguir a aposentadoria na integralidade, a partir da aprovação do texto dessa reforma, porque hoje nós aposentamos com o tempo mínimo exigido, mas esse tempo vai aumentar para 40 anos de contribuição, o que é incompatível com a natureza do trabalho dos professores. Principalmente na rede básica”, concluiu.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, as mobilizações que marcaram o dia de Greve Geral atingiram 360 cidades e milhões de trabalhadores cruzaram os braços para protestar contra a reforma da Previdência.

 

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