Concentração de trabalhadores na garagem da Cidade de Pedra – Foto: Divulgação

 

A crise no transporte coletivo de Rondonópolis, a cada dia que passa, se agrava mais. Ontem (12), com a paralisação dos serviços por parte dos trabalhadores, o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) prometeu receber representantes da empresa Cidade de Pedra que se deslocaram de Presidente Prudente (SP) para uma reunião com os trabalhadores e o poder público.

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No entanto, conforme apurado pela reportagem, nem os representantes da empresa e muito menos a comissão de trabalhadores foram recebidos por Pátio. Diante desse quadro, os trabalhadores decidiram retornar ao serviço hoje (13), porém falam em greve a partir da semana que vem.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Rondonópolis e Região (STTRR), Luiz Gonçalves da Costa, foi elaborado um documento por uma comissão formada por trabalhadores do transporte coletivo, onde informa que a Prefeitura tem o prazo de três dias, a contar de hoje (13), para resolver a situação. Do contrário, os trabalhadores vão cruzar os braços a partir da segunda-feira (17). “O sindicato irá publicar o edital de greve. Os trabalhadores estão decididos a parar, pois já estão de aviso prévio”, afirmou Luiz Gonçalves.

Ele explica que existe uma articulação do vereador Adonias Fernandes (MDB), junto a Prefeitura, para que seja feito um contrato emergencial com a empresa até que a licitação seja concluída.

Ontem, a paralisação do serviço pegou centenas de trabalhadores de surpresa, causando vários reflexos principalmente no comércio. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL) lamentou a paralisação justamente no dia 12 de junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados.

 

Tal ato, segundo a CDL, “prejudicou os consumidores que pretendiam realizar suas compras e os lojistas que se planejaram para consolidar suas vendas durante esta data comemorativa, acarretando, assim, enorme prejuízo ao setor que mais arrecada impostos no Estado de Mato Grosso, afetando toda a cadeia em período notadamente difícil da economia”.

Diante da paralisação realizada, a CDL de Rondonópolis, que participa de forma colaborativa nas reuniões de negociações solicitou, em caráter de urgência, “que a Prefeitura adote todas as medidas no sentido de não deixar que ocorra a interrupção nos serviços de transporte coletivo na cidade, sob pena do setor comercial amargar prejuízos incomensuráveis”.

 

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