Deputado José Medeiros: “O seu colega Nelson Barbudo, na verdade estaria menosprezando a sua pretensão de ser o candidato a prefeito, a lhe oferecer a candidatura de vice numa composição com o PSL…”

1 – SENHORES E SENHORAS,

foi publicado no A TRIBUNA que o deputado federal José Medeiros (Pode) tem a preferência do seu colega de Congresso Nacional, deputado federal Nelson Barbudo, presidente do PSL em Mato Grosso, para uma possível candidatura a vice-prefeito de Rondonópolis, uma vez que a legenda do presidente Jair Bolsonaro tem pretensão de encabeçar chapa pela disputa da prefeitura local. Nelson Barbudo vem afirmando que o partido está trabalhando para ser protagonista nos principais municípios do Estado nas eleições de 2020. Além disso, garante que irá dialogar com seu colega de Câmara Federal, José Medeiros, sobre uma possível composição. Agora analisando os fatos, tal comentário de Barbudo na verdade está é diminuindo politicamente seu colega de parlamento, que está analisando o quadro é para uma possível candidatura sua a prefeito de Rondonópolis.

 

NUM BREVE

comentário sobre as benesses do poder, sabe-se que o salário do vice-prefeito de Rondonópolis hoje é em torno de R$ 8,5 mil, com descontos fica cerca de R$ 7,5 mil, ou seja a metade do salário do prefeito, enquanto o salário de um deputado federal de R$ 33.763. Além disso, cada deputado federal tem direito a verba destinada à contratação de pessoal: o valor, que hoje é de R$ 106.866,59 por mês, auxílio-moradia de R$ 4.253, concedidos aos parlamentares que não moram em residências funcionais em Brasília, despesas com saúde onde os deputados têm atendimento no Departamento Médico da Câmara (Demed) e podem pedir reembolso para despesas médico-hospitalares realizadas fora do Demed, a cota gráfica onde o parlamentar pode solicitar a confecção de material de papelaria oficial, além disso a aposentadoria onde a lei do Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC – Lei 9.506/97) prevê aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de mandato. Neste pacote de benesses ainda existe a cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que é acima de R$ 30 mil.

Sendo assim, o que deve ter de tão atrativo na Prefeitura de Rondonópolis? Seria o poder de destinar em obras e serviços públicos o orçamento anual de R$ 1 um BILHÃO?

 

2 – SABEMOS

que os servidores públicos municipais, em sua maioria não se simpatizam muito bem com o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD). De outro lado existe o vereador Reginaldo Santos, que tem bastante simpatia dos servidores. Mas agora, pelo que se sabe o vereador está se aliando a Zé do Pátio com vistas à sua campanha de reeleição. Inclusive, Reginaldo poderá assinar ficha no Solidariedade. E se tal possibilidade se confirmar, como ficará Reginaldo em seu curral eleitoral, que é formado principalmente de servidores públicos? Como se sabe, água e óleo não se misturam e, portanto, não é possível apoiar Pátio e ainda contar com o apoio dos servidores. Mas ao que parece, Reginaldo Santos quer mesmo jogar dos dois lados, pois também quer ter a simpatia do deputado estadual Thiago Silva (MDB), ao mesmo tempo ser aliado de Pátio, que nos bairros está vendendo uma péssima imagem do deputado, talvez temendo que Thiago Silva se candidate a prefeito nas eleições do ano que vem. Assim não dá, né vereador Reginaldo!!!. Ou abraça Thiago ou abraça Pátio. E vale lembrar que o vereador Reginaldo voltou à Câmara graças a eleição de Thiago Silva para deputado estadual, como seu suplente que era.

 

3 – FALANDO

em Thiago Silva, nos vem na mente as articulações que o MDB está fazendo com vistas às eleições municipais. No domingo passado, aqui no PAPO falamos da possibilidade do MDB se aliar ao projeto de reeleição do prefeito Zé Carlos do Pátio, inclusive com a indicação do vereador Cláudio da Farmácia (MDB) para vice-prefeito – isso caso o MDB não tiver a candidatura própria de Thiago Silva a prefeito. Mas nesta semana chegou para o Colunista, que o MDB também trabalha outras vias. Primeiramente a intenção é a candidatura de Thiago Silva. Caso não se concretize, a prioridade é indicar um candidato a vice-prefeito numa possível candidatura a prefeito de Adilton Sachetti, ou até mesmo do candidato do grupo de Percival Muniz. Como se vê, o MDB não perdeu a tradição de pender para onde lhe for mais vantajoso. Está igual ao vereador Reginaldo, jogando dos dois lados. Mas se não for assim, a política praticada hoje não seria política.

 

4 – SOBRE

a possibilidade de candidatura a prefeito de Rondonópolis, ao que parece o deputado estadual Thiago Silva (MDB), depois de várias negativas quanto a possibilidade e alegação de que foi eleito deputado e iria cumprir integramente seu mandato, parece que anda mudando de ideia. Agora, pelo que se comenta nos bastidores políticos, se no começo de 2020 seu nome for o preferido em pesquisas internas, poderá sim candidatar a prefeito. O deputado vem sofrendo pressões tanto do cacique deputado federal Carlos Gomes Bezerra, tanto quanto de outros políticos de Mato Grosso, com interesses em futuras composições do cenário estadual, pois a classe política pensa a longo prazo. Caso a candidatura de Thiago se concretize, o cenário político estará bastante movimentado. E vale lembrar que em edições anteriores da Coluna, falamos que uma candidatura de Thiago Silva seria o principal páreo contra o projeto de reeleição do prefeito Zé Carlos do Pátio, o qual detém cerca de 30 mil eleitores hoje em Rondonópolis. Mas até lá, muita água rolará por baixo da Ponte da Avenida W 11.

 

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