CLÁUDIO DA FARMÁCIA: “O MDB poderá se aliar ao projeto de reeleição de Zé do Pátio, com o candidato a vice-prefeito na pessoa do presidente da Câmara Municipal…”

1 – SENHORES E SENHORAS,

ainda falando sobre aquele grupo de políticos que está buscando uma pré-candidatura a prefeito unificada, olhando com outros olhos, cada um por ali está é buscando puxar a sardinha pro seu lado. Como já citamos por aqui, no dia 18 do mês passado um grupo de lideranças políticas de Rondonópolis deu início a uma série de reuniões para debater a sucessão municipal da segunda maior economia de Mato Grosso. Em resumo, neste primeiro encontro, o discurso foi o de buscar um nome de consenso entre o grupo para comandar o município a partir das eleições do ano que vem. A ideia dos participantes do grupo é de ocupar o espaço político que existe na cidade.

Ocorre que o grupo é formando por representantes ligados ao ex-prefeito Percival Muniz (PDT), ao MDB de Carlos Bezerra, ao PSD e lideranças que possivelmente são ligadas ao grupo do ex-prefeito Adilton Sachetti (PRB) e até mesmo do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD). Na leitura do Colunista o grupo fala em criar um apoio em torno de um único nome, coisa que já foi tentada em outros pleitos eleitorais e logo depois cada um saiu do grupo para seguir os seus interesses, e avaliamos que desta feita não será diferente, como analisaremos adiante.

 

VAMOS COMEÇAR

pela participação do vereador Roni Magnani que está no PP migrando para o Partido Solidariedade do prefeito Zé Carlos do Pátio e compõe esse grupo. Para o Colunista, a presença do vereador nada mais é que observar e até tentar articular o apoio do “Grupão” para o projeto de reeleição do prefeito e ai sim, uma candidatura unificada. Embora, os ideais desse grupo é justamente lançar uma candidatura para contrapor a reeleição de Zé do Pátio.

De outro lado, puxando a brasa para uma possível candidatura do ex-prefeito Adilton Sachetti, estaria o deputado Nininho, que agora é presidente do Diretório Municipal do PSD. Inclusive comentários sobre esta possibilidade já estariam circulando em seu gabinete na Assembleia Legislativa.

Já o novato deputado estadual Thiago Silva seria o nome do MDB para uma possível candidatura a prefeito, mas ele vem afirmando que não sai candidato nas próximas eleições e estaria no grupo para observar qual será o melhor encaminhamento político para sua sigla, pois reza a lenda que onde o MDB declara apoio, a eleição está ganha. Será?

Sabe-se hoje que existe uma articulação que caso Thiago Silva não se candidate a prefeito, o MDB poderá se aliar ao projeto de reeleição de Pátio, tendo como seu candidato a vice-prefeito, nada mais e nada menos, que o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Cládio da Farmácia(MDB). No entanto, até agora a articulação parece vir de cima, orquestrada pelo cacique Bezerra, e o vereador ainda nem foi comunicado.

 

POR ÚLTIMO,

nesse “Grupão” estaria o vereador Thiago Muniz puxando a brasa para o grupo de Percival e fazendo coro com ele o ex-vereador Ibrahim Zaher, que mesmo sonhando em ser prefeito de Rondonópolis, não consegue se desvincular dos Muniz para seguir o seu projeto. Talvez, o Ibrahim esteja certo em não desvincular da sua paixão política e pode até ser um candidato a vice-prefeito no grupo de Muniz.

Sabe-se que no grupo do Percival sairá um candidato justamente para contrapor a possível candidatura de Sachetti, seja uma candidatura do próprio Percival ou do primo Thiago Muniz.

Na verdade, tem muita água ainda para rolar por debaixo dessa ponte, ou melhor, nessas reuniões desse Grupão, que por ter seus membros muitos heterogêneos em termos partidários é que não acreditamos que chegará a esse senso comum.

2 – E QUEM VINHA

falando que não seria pré-candidato a prefeito de Rondonópolis, mas agora vem dando sinais que poderá sair da toca é o deputado federal José Medeiros, do Podemos. Ele teria se empolgado com a ideia de concorrer a prefeito de Rondonópolis, depois de uma reunião, na semana passada, com algumas lideranças políticas. Medeiros estaria atuando nos bastidores, sem se expor, e no grupo analisou vários cenários, onde apontou forte desgaste do prefeito Zé do Pátio e algumas possibilidades que lhe serviram de incentivo para sonhar em ser prefeito de Rondonópolis, ainda surfando na “onda Bolsonaro”, que foi fundamental para a sua eleição a deputado federal, quando pouca gente acreditava. A princípio, o projeto de Medeiros é para liderar uma das frentes opositoras à gestão Pátio, que como já falamos, reza a lenda que tem cerca de 30 mil eleitores fiéis na cidade.

3 – MAS COMO FALAMOS

na Coluna da semana passada, todas estas discussões políticas com vistas às eleições de 2020, podem ir para o ralo, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 376, que unifica as eleições gerais para 2022. A proposta tem grande probabilidade de ser aprovada. Atualmente está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, e existe muita articulação dos deputados para que a PEC seja aprovada já neste ano. Para que o pleito de 2020 possa ser adiado e prorrogado para 2022, é necessário aprovar a PEC até 4 de outubro deste ano. Agora nesta semana, o senador Wellington Fagundes (PR) solicitou ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) que o Senado aprecie a proposta que prorroga o mandato dos atuais vereadores e prefeitos em regime de urgência urgentíssima, após o texto passar pela Câmara dos Deputados. Como se vê, a coisa realmente pode acontecer, apesar de que os eleitores não estão sendo consultados se concordam em prorrogar os atuais mandatos de prefeitos e vereadores por mais dois anos.

 

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