Ex-governador: Silval vai pro semiaberto e diz que o crime não compensa

790
Silval Barbosa: “o crime não compensa” – Foto: Arquivo

 

O ex-governador Silval Barbosa, condenado a 13 anos de prisão e cumprindo pena em regime domiciliar diferenciado desde que firmou acordo de colaboração premiada (delação), em maio de 2017, começou ontem (22) a cumprir pena em regime semiaberto, após passar por audiência admonitória conduzida pelo juiz Geraldo Fidelis, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá.

Silval chegou no Fórum da Capital no início da tarde acompanhado do advogado Valber Melo. Na saída, falou com a imprensa e garantiu que “o crime não compensa”. A declaração foi em resposta as críticas de que está em liberdade, mesmo após confessar a prática de diversos delitos enquanto esteve no comando do Palácio Paiaguás.

Na audiência, Silval foi informado de que terá que continuar a usar tornozeleira eletrônica. Além disso, diariamente, terá que trabalhar durante o dia e, a partir das 22h, estar em casa, na Capital.

Cumprindo as cautelares como uso de tornozeleira de monitoramento, recolhimento noturno, proibição de frequentar bares, de sair da comarca, ele deve comprovar trabalho para que não volte para a prisão.

“Vou trabalhar na empresa da família. Sou bacharel em Direito e vou voltar a cuidar do grupo de comunicação”, disse o governador após sair da audiência.

Questionado se ele imaginava estar nessa condição, três anos após ser preso, o ex-governador afirma que não. “Continuo usando tornozeleira, tenho mais pena a cumprir. Não e nada confortável”, relata.

O advogado de Silval ressaltou que o ex-governador deve permanecer residindo em Cuiabá e que sua ida para Matupá foi temporária.
Sobre os pedidos de remissão de pena por conta dos livros que Silval leu e cursos que fez, a defesa afirma o que ainda faltam alguns certificados originais a serem anexados ao processo para que o juiz avalie a solicitação.

Silval foi preso inicialmente em 17 de setembro de 2015, após deflagração da 2ª fase da Operação Sodoma, do Ministério Público Estadual (MPE). Ele ficou no Centro de Custódia da Capital (CCC) até 13 de junho de 2017. À época, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou acordo de colaboração premiada fechado por Silval com a Procuradoria Geral da República (PGR) cerca de um mês antes da saída dele da unidade prisional.

O ex-governador ficou em prisão domiciliar em um apartamento no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, até dezembro de 2018, quando a Justiça autorizou o cumprimento da pena em uma fazenda em Matupá. Na semana passada, o juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, autorizou a progressão de regime para o semiaberto.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here