Casa trocada

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(*) Francisco Assis

A camisa cheirava relva
O botão em casa trocada
Ganhou arranhões dentro da selva
Quando fez trilha com a namorada.
Tem uma leve cicatriz eminente
Do lado esquerdo do pescoço
De sua amante provavelmente
Explique isso seu moço.
Dois lanches comidos pela metade
Numa divisão da mochila
Depois que se amaram na verdade
Vem aquela fome que mutila.
Só eu falo e ele nem liga
Estou ao ponto de explodir
Mas não reage não briga
Melhor parar de agredir.
Ele não merece meu julgamento
Digo coisa sem explicação
Ele tem um alto controle por dentro
Que raramente tem reação.
São sábias suas atitudes
Incapaz de notar diferenças
Sempre suplico que ele mude
E não me traia assim com frequência.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – Email:
[email protected]

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