Rosa e cartão

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(*) Francisco Assis

Cortei uma rosa vermelha do galho
E com carinho mandei pra ela
Ainda continham gotas de orvalho
Daquela manhã de primavera.
Rabisquei uma frase pequena
Num retalho de papel
Passei a imaginar noutra cena
Naqueles olhos azuis cor do céu.
Depois contratei um cupido
E ensinei-lhe o endereço
Era para impressionar não duvido
Uma das frases linda que conheço.
E em companhia daquela flor
Seguiu duas folhas afastadas no ramo
Que poderá se unir por amor
A depender do seu plano.
Ficarei aqui a imaginar
Qual vai ser sua reação
Na hora que o cupido entregar
Aquela rosa e o cartão.
Será que vai se surpreender?
Pelo pedido de namoro
Talvez possa até se emocionar
E orvalhar seus olhos de choro.
Pois um coração não tem idade
Para resistir à força do amor
Nem o brilho da felicidade
Entre as pétalas duma flor.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – Email: [email protected]

 

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