Governador critica progressão de regime a Silval Barbosa

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Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM): “é preciso leis mais severas para aqueles que metem a mão no dinheiro público” – Arquivo

 

Após o ex-governador Silval Barbosa ter conseguido nesta semana a progressão de regime para cumprir pena em regime semiaberto, mediante cautelares, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), avaliou ter sido branda a pena aplicada ao ex-gestor, que confessou ter desviado mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.

“Como cidadão eu gostaria que todos aqueles que praticam crimes contra a administração pública tivessem penas muito mais duras do que têm. Lamentavelmente isso não está acontecendo no Brasil”. A crítica partiu ao Mauro Mendes (DEM) ao ser questionado ontem sobre a decisão da justiça autorizar o ex-governador Silval Barbosa, condenado por corrupção, a cumprir pena em regime semiaberto.

O governador ainda criticou a atuação do Congresso Nacional e classificou os deputados federais e senadores como os verdadeiros culpados pela impunidade que acontece em Mato Grosso e no resto do país.

 

 

“Lamentavelmente também não depende do Ministério Público e do Judiciário. Eles julgam, prendem, processam de acordo com as leis brasileiras. Esta bola que está nas mãos do Congresso Nacional que não tem coragem de fazer muitas coisas para fazer os grandes enfrentamentos que este país precisa. Um deles é esse de ter leis mais duras, mais penosas, mais severas para aqueles que metem a mão no dinheiro público”, afirmou.

A Justiça de Mato Grosso autorizou nesta semana a progressão de regime ao ex-governador Silval Barbosa a cumprir o resto de sua pena no regime semiaberto. A decisão é do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele havia sido preso em 2015, um ano após deixar o Palácio Paiaguás, apontado como chefe de uma organização criminosa que recebia propina em troca de incentivos fiscais concedidos a empresas durante sua administração.

Silval permaneceu detido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) por quase dois anos e conseguiu ir para prisão domiciliar após firmar acordo de delação premiada e entregar R$ 46 milhões em bens.

Na próxima terça-feira (21), o ex-governador terá que comparecer ao Fórum para audiência em que será estabelecido as condições do novo regime.

 

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