Seu sotaque

15


(*) Francisco Assis Silva

Quando ouvi seu sotaque
Logo parei na contra mão
Meus pés ficaram longe do chão
Por nada tive um ataque.
Aquele corpo vestia beleza
Com vestes que jamais foram expostas
Em adorável resposta
Aos olhos da natureza.
Fui me refazendo aos poucos
Que mulher mais atraente
Sorrindo à minha frente
Fiquei pasmo em meio ao sufoco.
Sua linguagem era diferente
Emitindo um tom suave
Muito sensível não grave
Trazia a língua em meio aos dentes.
Ela não era dessa região
Foi o que pude bem perceber
Impossível não se envolver
Ela mais que chamava atenção.
Trazia um brilho tão refinado
De qual Estado essa moça veio?
Estaria aqui só a passeio
Um anjo não identificado.
Foi se afastando suavemente
E em pouco tempo deixou saudade
Foi casual sem maldade
Não provocando acidente.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – Email:
[email protected]

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here