Município culpa hábito dos moradores por lotação na UPA

Segundo a Prefeitura, demora no atendimento tem ocorrido porque a população tem procurado desnecessariamente a unidade

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Unidade é destinada para atendimentos de urgência e emergência, mas, segundo Município, vem sendo procurada por pessoas com sintomas simples – Arquivo

 

Nos últimos dias, a redação do A TRIBUNA tem recebido ligações de usuários da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) reclamando sobre a demora no atendimento. Os relatos vão desde horas para conseguir ser atendido por um médico após a passagem pela triagem, até demora para receber a medicação depois de ser atendido por esse médico. Alguns desses casos relatados não são considerados de urgência ou emergência, mas os pacientes alegam que não conseguiram atendimento em unidades básicas de saúde, por isso, sem alternativa, procuram a UPA.

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Segundo a Prefeitura de Rondonópolis, o problema tem ocorrido porque a população tem procurado desnecessariamente a UPA. Para que o paciente saiba para onde se dirigir de modo a ser atendido da forma mais apropriada e ágil para o seu caso, o Município atesta que é preciso saber qual local buscar. As UPAs são responsáveis por casos de média complexidade, com necessidade de atendimento emergencial, e funcionam 24 horas por dia. Já as unidades básicas, como os PSFs (Posto de Saúde da Família) e Estratégia de Saúde da Família (ESFs), os atendimentos são das indisposições mais simples do dia a dia, com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e ainda a recuperação e reabilitação de patologias mais simples de se tratar.

“A UPA é voltada para urgência e emergência. Então, quando alguém se dirige à UPA e não está enquadrado nesses casos, vai demorar a ser atendido, muitas vezes, desnecessariamente. Isso porque lá ocorre a classificação de risco em verde e azul, que não são prioridades”, explica a secretária de Saúde de Rondonópolis, Izalba de Albuquerque, referindo-se ao instrumento utilizado para identificar os pacientes de acordo com o grau de sofrimento e potencial de risco por meio de cores.

 

REALIDADE

Rondonópolis tem quase 60 unidades básicas de saúde, mas, na maioria delas, a consulta com um médico só é conseguida por aqueles que, ainda durante a madrugada, já estão na fila. Com limite de pacientes por dia e horários estabelecidos para o atendimento dos médicos em boa parte delas, muitos usuários do SUS não conseguem o atendimento preventivo ou o atendimento para situações pontuais simples, encontrando somente na UPA a possibilidade de passar por um médico de forma gratuita. O efeito disso, claro, se reflete no volume de pacientes na unidade de urgência e emergência, o que acaba fazendo com que a espera pelo atendimento seja ainda maior.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Rondonópolis com mais de 200 mil habitantes tem apenas uma UPA, quando, na realidade , deveria ter duas. O ideal seriam três (3).com a palavra os senhores vereadores e o senhor prefeito.

  2. REALIDADE: há uma quantidade consideravel de pacientes que procuram a UPA com a intenção de conseguirem atestados medicos. Basta perguntar aos medicos que lá trabalham. Esta informaçao é omitida na atual onda de vitimismo do povo.

  3. O ATENDIMENTO NOS POSTOS DO PSF SÃO DE 15 PESSOAS ATENDIDAS NA PARTE DA MANHA E 15 NA PARTE DA TARDE. PASSOU DESSE NUMERO AS ATENDENTES MANDAM PARA O PA. PORTANTO DEVE TER UMA ORDEM SUPERIOR PARA AS ATENDENTES. ESTA DEMONSTRADO QUE A CULPA É EXCLUSIVAMENTE DA SECRETARIA DE SAUDE DO MUNICIPIO, ONDE NÃO FAZEM CUMPRIR AS NORMAS DE BOM ATENDIMENTO.

  4. Nos PSF são atendidos 13 pessoas. Se uma pessoa chega depois, não é atendido e mandam ir pra upa. Na maioria dos pontinhos os médicos não cumpre horário.

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