Perfume fluorescente

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(*) Hermélio Silva

Lenta como ciclone.
Paisagem sonora e quente,
Abraçou o tempo
Com seu cheiro fluorescente.

Mais leve que o vento.
Mel da cor do som.
O aroma da voz,
Do gosto? O tom.

Até o olho vivo do cego
Sentiu sua presença.
Paladar imperecível,
Desde nascença.

A brancura do sorriso,
Auréola verdadeira,
Tez de pêssego,
Audível e certeira.

Uma gota do tato.
Eterno suplício.
Ainda vou ouvir
O som do seu silêncio.

(*) Hermélio Silva é escritor e membro fundador da Academia Rondonopolitana de Letras, cadeira número 9

 

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