Papo Político

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1 – SENHORES E SENHORAS,

conforme já abordamos aqui por diversas vezes, a Lei nº 10.806, de autoria do deputado Max Russi (PSB), que permite os deputados estaduais de Mato Grosso devolverem integralmente ou parte da verba indenizatória de R$ 65 mil, que recebem mensalmente, além do salário de R$ 25 mil, foi apenas para inglês ver. A lei aprovada pela Assembleia Legislativa foi sancionada pelo governador Mauro Mendes (DEM) no dia 14 de janeiro, mas até hoje nenhum deputado acatou a lei. Os deputados estaduais tiveram até dia 20 de fevereiro para manifestarem o interesse em renunciar à verba indenizatória, em parte ou na sua integralidade. O primeiro prazo venceu, foi prorrogado e até agora não se tem notícia de que algum deputado estadual renunciou parte ou integramente a verba indenizatória. O valor da verba de R$ 65 mil é destinado a cobrir despesas relacionadas ao desempenho das funções institucionais do deputado estadual.

 

Deputado Ulysses Moraes: “Na sua campanha eleitoral defendeu a extinção da verba indenizatória, mas até agora nenhum deputado acatou a lei que permite a devolução do valor de R$ 65 mil referente ao beneficio”

ATÉ ONDE SE SABE,

antes mesmo da lei, o deputado estadual Ulysses Moraes (DC), que inclusive utilizou a redução do valor da verba indenizatória como bandeira em sua campanha, havia renunciado à verba indenizatória inicialmente, mas depois recuou. Nos bastidores da Assembleia Legislativa os cometários são de que a lei criada pelo deputado estadual Max Russi foi apenas para dar um direcionamento ao valor renunciado em parte pelo deputado Ulysses Moraes, numa quebra de braço política. Em resposta, o deputado Ulysses, esclarece que é contra a lei aprovada de renúncia da verba, devido o seu direcionamento, pois, pela lei aprovada, o dinheiro será destinado para assistencialismo em uma instituição formada por esposas de ex-presidentes da Assembleia, que estão envolvidos em casos de corrupção. Ou seja, poderá continuar servindo apenas para assistencialismo desses políticos, visando futuras eleições – o que ele não deixa de ter razão.

2 – NA COLUNA

do domingo passado, falamos que o vice-prefeito Ubaldo Barros teria caído em uma armadilha, e ainda não ter se tocado. Ubaldo, que era do PTB, foi para o PSL, depois para o PP e agora está no antigo PPS, que trocou de nome e agora se chama Cidadania. Pelo que o Colunista foi informado, Ubaldo Barros pensava que estava com tudo no Cidadania, inclusive com o apoio do vereador Reginaldo Santos. Porém, nem imaginava que logo, logo o vereador iria lhe dá um xeque-mate.

E agora caros leitores, como prevíamos o xeque-mate foi dado e Reginaldo deixará o partido, levando consigo centenas de filiados. O professor Ubaldo agora se quiser terá que começar, praticamente, do Zero. Falamos no domingo passado que Ubaldo está acreditando na executiva estadual do partido, que lhe deu o comando da Comissão Provisória, na certeza que irá formar o Diretório Municipal do Cidadania e continuar no comando da sigla na cidade e depois homologar a própria candidatura a prefeito. Mas nem imagina que por trás tem a articulação do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), junto ao diretório regional do Cidadania para engessar a sua pré-candidatura a prefeito e vir a ter o apoio do partido à sua reeleição. Como prova disso, o convite de Pátio para Reginaldo Santos se filiar ao seu partido, o Solidariedade.

 

ALÉM DISSO,

falamos que o vereador Reginaldo, que é bem articulado, também estaria com o propósito de se tornar o presidente do diretório local, e a militância do partido é que elege o presidente. E nesse ponto, na nossa análise, hoje o Reginaldo teria os votos da maioria dos membros do antigo PPS. O nosso palpite foi certeiro, pois Reginaldo Santos nos confidenciou que realmente teria poder de articulação para se eleger presidente do Diretório local do Cidadania, mas não fará isso em consideração a história do vice-prefeito e professor universitário aposentado Ubaldo Barros, preferindo sair do partido.

“O presidente estadual do Cidadania, Marco Marrafon, mais uma vez usou da arrogância e falta de consideração à história do antigo PPS na cidade para fazer o que ele bem quer. Mas não irei disputar a presidência do Diretório em consideração ao professor Ubaldo”, disse o vereador Reginaldo. Agora Reginaldo Santos foi convidado para assinar ficha no Solidariedade do prefeito Zé Carlos do Pátio, mas também no MDB, PTB e DEM, porém ainda não se decidiu por qual partido virá se filiar.

 

3 – FALANDO

sobre a Assembleia Legislativa, o que está chamando a atenção recentemente são os dados disponibilizados no seu Portal da Transparência, onde aponta que o órgão firmou neste ano contratos com uma empresa especializada em fretamento de aeronaves e com uma agência de viagens, que, juntos, somam quase R$ 10 milhões. Conforme apurado, o primeiro contrato no valor de R$ 4.746.168,00, prevê a disponibilização de um avião com capacidade mínima para quatro pessoas, para atender a demanda da ALMT. Será que demanda é esta? O tempo de duração do contrato é de 180 dias a contar da assinatura. O valor por cada km de voo previsto no contrato é de R$ 12,90 e a distância passa a ser contada do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, de onde partiriam todos os voos fretados. O segundo contrato também prevê a prestação de serviços de viagens, porém em voos comerciais oferecidos por operadoras de viagens. O contrato no valor de R$ 5,2 milhões foi firmado com uma agência de viagens, responsável pela emissão e remarcação de cancelamentos das passagens aéreas. O contrato firmado com essa agência também inclui o pagamento de R$ 650 mil para a emissão, remarcação e cancelamentos de passagens rodoviárias.

Também constam caminhonetes à disposição, pois além desses serviços aéreos a AL mantém o contrato com uma locadora que fornece carros aos parlamentares, para que eles possam viajar para o interior do Estado. O valor firmado é de R$ 4,5 mil mensais por veículo. Cada deputado tem uma caminhonete à disposição. Ou seja, um custo de R$ 108 mil por mês, com a disponibilização de 24 veículos. É mole! Agora em meio a tantos gastos, onde fica o discurso de economia do dinheiro público tanto defendido na recente campanha eleitoral?

 

1 COMENTÁRIO

  1. Esse jornaleco, tentando denegrir o deputado Ulysses.
    Porque esse jornalista não mostra que o Ulysses utilizou menos de 5% da verba, enquanto todos os outros usaram tudo.
    Pare de tentar denegrir e divulga as boas ações dele, afinal ele economizou em todas as verbas!!!!!!

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