Crime entre amigas: Família de jovem assassinada quer acusada no Júri Popular

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A mãe da vítima, Luciane Barbosa, a tia Delcia e o defensor público Valdenir Pereira: “O que a gente quer é justiça e que a culpada seja presa e pague o preço pelo crime” – Foto: Divulgação

 

A família da jovem Fernanda Souza Silva, de 22 anos, assassinada com um golpe de faca na tarde do dia 26 de fevereiro deste ano, no Jardim Paulista, em Rondonópolis, quer que a acusada Aldirene Santana, de 27 anos, seja pronunciada pela Justiça ao Júri Popular. Segundo a mãe da vítima, a manicure Luciane Barbosa de Souza, em entrevista ao A TRIBUNA, a família foi pega de surpresa com a soltura da acusada após um entendimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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“Com esta notícia procurei a Defensoria Pública para orientar como está andando o processo. A acusada está se defendendo como pode e com base em argumentos, mas retirando o foco da história verdadeira. A Fernanda tinha amizade com Aldirene, mas há pouco tempo tinha interrompido esta amizade por conta dela achar que a Fernanda estava saindo com o ex-namorado dela. Então, ela havia falado para o ex-namorado da Fernanda, coisas que não precisavam ser ditas. Com isso, a Fernanda foi até a casa da Aldirene conversar para esclarecer os fatos que ela estava falando. A Aldirene está tirando o foco totalmente da realidade. Está desvirtuando o conteúdo. Ela não está com a versão verdadeira dos fatos, pois, um dia antes do assassinato, eu estava por dentro de toda a situação que estava ocorrendo. A Fernanda foi em casa e eu vi a mensagem da Aldirene para o ex da Fernanda. Eu até sabia que a Fernanda iria lá para conversar”, disse a mãe da vítima.

Para a manicure Luciane, a sua filha Fernanda não era uma menina capaz de ir até a casa da Aldirene preparada para machucá-la. “A Fernanda só queria uma resposta clara dela sobre o que estava ocorrendo. Ela não chegou querendo arrombar a porta. Foi a própria Aldirene que abriu a porta. Mas ela já sabia que a Fernanda iria lá, então alteraram os ânimos, quando a Aldirene agrediu a Fernanda. Tanto que ela estava com corte no braço. Além da facada no braço, Aldirene esfaqueou ela no coração e ainda iria dar outra facada quando a Janaína a tirou de cima da Fernanda. Um vizinho chegou a abrir a porta e ver a Janaína tirando a Aldirene de cima da Fernanda. Nós necessitamos de justiça. A Fernanda não vai voltar a vida. O que a gente quer é justiça e que a culpada seja presa e pague o preço pelo crime”, externou.

A tia da vítima, a servidora pública Delcia Dark Oliveira Souza, reforçou que a família clama por justiça no caso. “O que nós queremos é que a justiça leve esta moça ao Júri Popular, pois existe muita coisa para ser esclarecida. Acredito que a Fernanda foi induzida a ir a casa da Aldirene. Ela foi tão induzida que foi desprovida e desarmada. Ela foi lá acreditando que teria um dia normal, mas na casa a Aldirene já portava uma faca grande e ali já tiveram uma discussão e ela feriu minha sobrinha com uma facada. Quando a Fernanda caiu, ela voltou a tentar golpeá-la, mas foi impedida. Esta versão da Aldirene que ela ficou apavorada não é real. Ela tentou dar mais facada. Um morador abriu a porta e viu toda a cena. Viu a Janaína tirar a Aldirene de cima da Fernanda. Ela planejou e executou o crime e acredito que tem mais envolvidos nisso, com certeza. Ela foi atraída e assassinada. Queremos que a acusada seja pronunciada ao Júri para elucidação melhor dos fatos e de todos os envolvidos”, explicou.

 

 

Delcia também falou sobre quem era a vítima. “A Fernanda era uma menina alegre boa, mãe de um filho de quatro anos. Desde nova se interessava a trabalhar. Desde os dez anos já ajudava a mãe no salão. O que levou ela a errar foi ter amizade com Aldirene. Foi um crime por inveja, ciúmes e traição. Aldirene não tem condição de pagar um advogado particular, mas tem três advogados, não se sabe como, e nós por enquanto contamos com a Defensoria Pública. Uma menina que trabalha em posto de combustível está muito bem assistida. Isso nos leva a crer que tem alguém atrás deste crime. É preciso levar ao júri para nos acalentar o coração e para que possamos poder dormir”, completou a servidora pública.

 

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