No trecho onde os serviços iniciais da obra de duplicação já começaram, dá para ver que as máquinas machucaram os pés de ipês plantados ali

 

 

“O que nós queremos é que a obra provoque o menor impacto possível”, defendeu a engenheira florestal Eliane Raposo

A possibilidade da derrubada de árvores nativas pela obra de duplicação da Avenida Poguba tem preocupado ambientalistas da cidade, que cobram do poder público que execute a obra sem danificá-las. No local por onde vai passar a obra, há um grande número de pés de ipês, árvore nativa da região, e até um pé de angico centenário e, por isso, algumas pessoas já se manifestaram cobrando a sua preservação.

Uma das primeiras pessoas a levantar a questão foi a engenheira florestal Eliane Raposo, que defende que a obra seja feita, mas preservando as árvores. “Eu passo por ali todos os dias e reparei que onde a obra já foi iniciada os pés de ipês tiveram suas raízes machucadas pelas máquinas. Esses ipês foram replantados, mas são árvores nativas da nossa região e considero importante que sejam preservadas. Tenho certeza que a obra tem como ser feita sem ter que necessariamente derrubar essas árvores. Eu defendo que a obra seja feita, é muito importante para a população, mas causando o mínimo possível de impacto na natureza”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


 

Ela informou ainda que ainda ontem (2) ela protocolou documentos na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) para obter mais informações a respeito da obra e sobre a possibilidade de haver o corte das dezenas de árvores que existem no local, mas foi informada de que a resposta que pleiteia sairá somente na semana que vem.

“O que nós queremos é que a obra provoque o menor impacto possível. Sabemos que a pista pode ser afastada alguns metros para evitar a derrubada dessas árvores, pois essa pista não precisa ser reta. Não queremos causar nenhum tipo de conflito ou atraso na obra. Queremos apenas que as árvores que puderem ser preservadas, sejam. Sou criada em Rondonópolis, não penso em me mudar daqui, e o que quero é ajudar a melhorar minha cidade. Tanto a duplicação quanto o Parque que está sendo criado ali são obras importantes para todos nós e só o que queremos é que se procure preservar ao máximo as árvores”, concluiu.

Outro lado

Procurado para se manifestar sobre a situação, o secretário de Meio Ambiente João Copetti Bohrer não atendeu ou retornou nossas ligações até o momento do fechamento dessa edição.

 

 

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui