A pesquisa aponta um “Coquetel” de substâncias encontradas na água consumida em Rondonópolis – Foto: Arquivo

Dados obtidos por uma pesquisa nacional apontam a água fornecida em Rondonópolis com contaminação de 27 tipos de agrotóxicos que são associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. As informações são do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde, e obtidas por meio de investigação da Repórter Brasil, Agência Pública e organização suíça Public Eye.

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Os vestígios encontrados na água estão acima do limite de segurança, de acordo com a lei que obriga os fornecedores água de todo país à realização de testes a cada seis meses e o envio dos resultados para o Ministério da Saúde. No geral, em âmbito nacional, a pesquisa aponta um “Coquetel” de substâncias encontradas na água consumida em 1 a cada 4 cidades do Brasil, entre 2014 e 2017.

Com 141 municípios, o número apresentado na pesquisa corresponde a 20% das cidades de Mato Grosso, incluído Rondonópolis, que é uma das cidades do Estado com maior contaminação. Conforme informado, em Mato Grosso a exposição ao agrotóxico é quase 10 vezes maior do que a média nacional, de 7,3 litros por pessoa, e pode atingir até 67 litros.

Pelo que foi divulgado, a contaminação da água no Brasil está aumentando a passos largos e constantes. Em 2014, 75% dos testes detectaram agrotóxicos. Subiu para 84% em 2015 e foi para 88% em 2016, chegando a 92% em 2017, o que futuramente em alguns anos, pode ficar difícil encontrar água sem agrotóxico nas torneiras do país. Os testes não são divulgados de forma compreensível para a população, o que deixa as pessoas sobre os riscos que correm ao beber água contaminada por agrotóxico.

 

Em Mato Grosso, 30 cidades, incluindo Cuiabá, foram encontrados agrotóxicos, sendo os municípios de Cáceres, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Santa Carmen, Claudia, Canarana, Querência, Juara, Tabaporã, Nova Canaã do Norte, Colíder, Matupá, Confresa, Porto Esperidião, Alto Garças, Barra do Garças, Primavera do Leste, Campo Verde, Nova Lacerda, Tangará da Serra, Sapezal, São José do Rio Claro, Nova Mutum, Rondonópolis, Porto Azevedo e Marcelândia.

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Notícia pra fazer politicagem, já que com certeza entraram no site da pesquisa e puderam verificar que a concentração de agrotóxicos na cidade é abaixo do limite que eles mesmos entendem ser seguro pra saúde. Foram detectados agrotóxicos em mais de 2.300 cidades no Brasil inteiro, em Mato Grosso só foi detectado em 30 cidades simplesmente pelo fato de que só foram testadas essas 30 cidades, as outras nem mesmo foram realizadas análises. Façam melhor o trabalho de vocês.

  2. Isso é Gravíssimo ! Estão nos envenenando silenciosamente. A sociedade cívil precisa urgentemente se organizar contra esse coquetel de agrotóxicos que está deixando as pessoas doentes aos poucos.

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