Rio Correntes: pesca predatória

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(*) Saulo Moraes

A pesca predatória no Rio Correntes (divisa do Mato Grosso com Mato Grosso do Sul) ali na corredeira perto do encontro dos leitos artificial e natural, vai acabar. Vai acabar porque a Associação dos Ribeirinhos vai denunciar essas pessoas que teimam em acabar com os já escassos peixes nobres. Eis que se ela ou outra pessoa não denunciar esses crimes ambientais cometem também outros condutas nocivas: a Associação comete uma omissão em seu objetivo estatutário porque foi fundada também com esse objetivo de cuidar do rio, e a pessoa física que não denunciar um crime é conivente com esse ilícito. Ademais, a Associação vai denunciar porque quer preservar o peixe para ele ser pescado pelo ribeirinho, pelo turista e até pelo pescador profissional. Porque senão essa geração dos netos e tataranetos não irão sequer conhecer algumas espécies daqui há alguns anos.

Quem mora, quem trabalha, quem passeia, quem tem sítio ou fazenda, quem explora o turismo aqui no Rio Correntes, tem que entender que pesca predatória (tarrafa, rede, espinhel e até anzol de galho para quem não é pescador profissional) É CRIME.

Quem chegar agora nessa região do pantanal sul mato-grossense para morar, para fazer turismo, ou para passar alguns dias em algum rancho, tem que praticar a pesca correta. Essa mamata de pescar de forma covarde contra os peixes e de forma criminosa vai acabar aqui.
O aviso foi dado. Ora, se os representantes da Associação da Comunidade Ribeirinha do Rio Correntes, mormente na localidade denominada de “Porto dos Pretos”, não tomarem essa iniciativa em denunciar aos Órgãos afins, principalmente ao Ministério Público esses crimes ambientais, repita-se, em curtíssimo tempo o pantanal será somente mais um capítulo da história do Brasil.

(*) Saulo Moraes é diretor jurídico da Associação dos Ribeirinhos do Rio Correntes

 

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