Cultura e esporte: Rondonópolis sedia encontro nacional de Capoeira

“A prática foi legalizada por Getúlio Vargas e hoje ela é vista como uma arte marcial brasileira”, informou o professor Edmilson Carias da Silva, o popular Cuiabano

Rondonópolis sedia desde ontem (14) o 6º Encontro Nacional de Capoeira, evento que reunirá praticantes de capoeira da região e até de outros estados. O evento é organizado pela Associação Rondonopolitana de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira (Aradac), em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Secel) e com a Escola Elizabeth, que fica no Jardim Atlântico.

De acordo com o presidente e fundador da Aradac, Edmilson Carias da Silva, o popular Cuiabano, como é mais conhecido, o Encontro deve reunir cerca de 150 praticantes da capoeira e contará com cursos e palestras que abordarão aspectos da capoeira como a sua História, técnica, musicalidade, formação de bateria, além de divulgar livros que tratam do tema. “Nós teremos pessoas que vêm de Rondônia, Santa Catarina e Goiás para dar cursos e palestras aqui e, para as pessoas que são amantes da capoeira, nós teremos uma exposição no sábado, a partir das 15 horas na Escola Elizabeth e na próxima semana nós teremos um evento no Casario, onde faremos o fechamento do encontro, com a entrega dos certificados para as pessoas que participaram do Encontro”, informou.

A abertura oficial do 6º Encontro Nacional de Capoeira aconteceu ontem (14), às 18 horas, na Escola Elizabeth, e sua programação prossegue até este sábado (16), com a entrega dos certificados de participação no sábado seguinte (23), no Casario, onde também devem acontecer apresentações de capoeira e entrega de medalhas para homenagear pessoas que se destacarem no curso.

Para Cuiabano, o Encontro é importante para difundir a história e a prática da capoeira, que é um patrimônio histórico brasileiro. “Para nós, a capoeira é símbolo da liberdade. Ela foi criada numa época em que os negros eram cativos e não podia ser mostrada, ser praticada. Os senhores de escravos sabiam que eles não podiam praticar uma arte marcial, e as pessoas escravizadas tiveram que camuflá-la como uma dança. Outros diziam que era um ritual ligado à religião. Mas a prática foi legalizada por Getúlio Vargas e hoje ela é vista como uma arte marcial brasileira, mas também é vista como esporte. Um dos grandes símbolos da capoeira é o berimbau, que sempre está presente onde se pratica capoeira. Capoeira é uma filosofia, um estilo de vida”, externou o professor.

Edmilson Carias da Silva diz que já pratica há 27 anos e atualmente é Mestrando, ou seja, está estudando e se preparando para ser Mestre. A Aradac já tem 8 anos de existência e já tem representantes em cinco estados do país, dá suas aulas na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), às segundas e quintas-feiras, das 19 às 21 horas.

 

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