Para uma menina

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Hermélio Silva

Não havia fogos de artifício,
Mas sim um clima frio que pairava no ar,
São João, Pedro e Antonio,
Força, gente a paquerar.
A música fluía,
A adrenalina subia,
O teste excitava,
O tempo urgia.
Um olhar lânguido.
Eu não tinha crido.
A direção era minha,
Duvidava que tinha sido.
A ocasião faz o ladrão…
Não roubei um beijo do céu,
Mas levei comigo o brilho
Daqueles olhos cor de mel.
O dever insistia a me chamar,
Criei coragem e deixei o fone.
Nunca esqueci o seu olhar…
Não sei nem o seu nome!

(*) Hermélio Silva é escritor e membro fundador da Academia Rondonopolitana de Letras, cadeira número 6.

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