Com apenas 24 anos, o rondonopolitano Rafael Irineu, formado em Radialismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Cuiabá, tem conquistado importantes feitos com duas produções filmadas em Rondonópolis. Os documentários “Meu Rio Vermelho” e “Majur”, que têm como cenário principal a cidade e o Rio Vermelho, já somam mais de 100 exibições em mostras e festivais nacionais e internacionais. Os filmes, gravados na cidade, já foram exibidos na Alemanha, Rússia, Letônia, Portugal, Cabo Verde e Argentina.
O curta-metragem “Meu Rio Vermelho” foi produzido por Rafael, junto a outros três colegas de faculdade, moradores de Rondonópolis e Cuiabá. O curta foi exibido em mais de 60 festivais e mostras e já acumula cinco prêmios. Ele mostra as histórias de personagens de diferentes culturas que vivem às margens do Rio Vermelho, mostrando a importância socioeconômico-cultural e a necessidade de preservação. A vida de ribeirinhos, indígenas, uso de agrotóxicos, passando pelo cunho histórico e até mesmo as expedições de Marechal Cândido Rondon, também são retratados. A história começa no local em que o rio passa a ser chamado Rio Vermelho (Jarudore), seguindo pela Aldeia Tadarimana, Rondonópolis, até o ponto de sua deságua no Pantanal.
Já seu segundo filme, “Majur”, é sobre um porta-voz indígena LGBTQ+ e já conquistou 40 festivais. A estreia aconteceu no Festival Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, passando pelo 46º Festival de Cinema de Gramado, 28º Curta Cinema, 26° Festival Mix Brasil, 22º Mostra de Tiradentes, 16º Curta Santos. Internacionalmente, foi lançado na Argentina pelo 11º Festival Latinoamericano de Cine de los Pueblos Indígenas e no Festival Internacional de Cinema O Picasa, levando o prêmio de melhor documentário internacional. Passou pela Espanha com a Mostra Internacional de Curta Metragem Solidário e Sensibilização da Ciudad Real, e Berlim, com Transnational Queer Underground.
“Majur” é um indígena chefe de comunicação na aldeia Pobore, localizada em Rondonópolis, e que tem como atividade principal realizar a interlocução do seu povo com a cidade, representando suas reivindicações e lutando por sua cultura e anseios. Derrubando estigmas e preconceitos, ele se esforça constantemente para trazer o melhor futuro possível aos habitantes da Aldeia Pobore. Ao todo, o curta já conta com mais de 40 seleções e oito prêmios, em apenas nove meses de lançamento.

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