Intercâmbio gera dúvidas

Especialista destaca os aspectos positivos para crianças e adolescentes

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Qual a idade certa? Quanto tempo ele deve ficar em outro país? Ele vai sozinho? O que fazer se ele ficar doente? Vale mesmo o investimento? Estas são algumas das dúvidas de pais quando o filho chega falando no interesse em fazer um intercâmbio. Crianças e adolescentes cada vez mais têm conhecimento sobre o assunto (a internet ajuda muito nisso) e a vontade de morar em um outro país pode assustar um pouco a família no primeiro momento, mas pode ser algo benéfico para todos.

A especialista da CI Intercâmbio e Viagem, Fabiana Fernandes, destaca que é muito importante que pai, mãe, filho e filha entrem juntos nessa jornada. “Procurem e pesquisem juntos tudo sobre o assunto”, salienta. Não existe uma idade ideal para se fazer intercâmbio. Algumas escolas no exterior aceitam crianças a partir de 7 anos, mas cada caso é um caso. Fabiana alerta sobre a importância da participação dos pais na avaliação do perfil do filho e assim definir qual o momento certo para essa experiência. “Um sinal que eles já estão prontos para fazer um intercâmbio é quando eles viajam com os amigos no final de semana e se adaptam fácil”, explica.

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As vantagens de fazer um intercâmbio desde cedo é que a aprendizagem de um novo idioma é bem mais fácil, além de tornar a criança mais independente e proativa. Quanto ao tempo, o curso pode ser de duas semanas, seis meses ou até um ano letivo (no caso do High School). Existem muitas opções que atendem a necessidade de cada família. Neste momento, pais e filhos devem conversar e avaliar não só o perfil da criança e do adolescente, mas também a questão financeira e os objetivos do intercâmbio. “O Intercâmbio Teen, curso de curta duração, é excelente para que os filhos tenham um primeiro contato com outras culturas e com uma nova língua durante o período de férias escolares”, comenta a especialista.

“Uma outra opção é o adolescente fazer o Ensino Médio no exterior, o High School. Neste programa, ele ganhará mais fluência e terá uma educação diferenciada que trará benefícios pessoais e profissionais. Os pais só terão que aguentar um pouco a saudade, mas a vantagens serão para toda vida” exemplifica.

Já a questão da moradia pode ser resolvida pela opção da moradia em casa de família. Para os imprevistos, alerta Fabiana, os pais precisam pensar em um seguro. Para os pais que relutam em oportunizar o intercâmbio por medo, Fabiana argumenta que em um mundo globalizado é importante criar os filhos fora de uma bolha. “Trabalhar para desenvolver a independência deles é de grande importância pessoal, acadêmica e profissional. O papel do pai e da mãe é determinante para que as crianças e adolescentes sigam um caminho de sucesso”, frisa.

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