Encontrar o caminho!

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Desde 2017 o então governador Pedro Taques vinha falando das dificuldades financeiras pelas quais o Governo de Mato Grosso estava passando. Contudo, até o ano passado, a sociedade matogrossense não tinha noção da gravidade dessa situação, considerando que Taques havia concorrido à releição alegando que havia “arrumado a casa” após o rombo deixado pelo ex-governador Silval Barbosa.

Eis que os primeiros dias da gestão do governo Mauro Mendes tem deixado os matogrossenses boquiabertos tamanha a grandiosidades dos déficits anunciados. A contabilidade do governo atual é de que o governo estadual possui um acúmulo de dívidas de restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões, denotando ser a sua pior crise financeira. Não é por menos que já se prevê novo escalonamento para o pagamento dos servidores em fevereiro.

Nesse quadro, médicos e integrantes das direções dos principais hospitais públicos/filantrópicos de Rondonópolis vêm expondo para a sociedade rondonopolitana os rombos nos caixas devido aos atrasos nos repasses e pagamentos por parte do Estado. O Jornal A TRIBUNA vem revelando constantemente a situação dos médicos da Santa Casa e do Hospital Regional, com cerca de seis meses sem receber, além do Paulo de Tarso, que corre o risco de fechar as portas.

A pergunta que todos os matogrossenses fazem é uma só: como pode um Estado, igual Mato Grosso, em franca expansão econômica e de salto significativo na arrecadação em função do êxito do agronegócio na última década, enfrentar uma crise sem precedentes? Na verdade, as perguntas são muitas, mas poucas as respostas. Será feita uma investigação para identificar os responsáveis por essa crise? Estes responsáveis serão também responsabilizados? A falta de planejamento e de observação à Lei de Responsabilidade Fiscal, sobretudo em relação à folha de pagamento, será responsabilizada?

Enfim, o que todos os matogrossenses querem, especialmente agora, com o decreto de calamidade financeira instituído pelo governador Mauro Mendes, é que os serviços essenciais, como saúde e segurança, sejam mantidos e que haja capacidade administrativa para reverter esse caos alegado no menor espaço de tempo. Muitas medidas para reduzir a máquina foram anunciadas, como o enxugamento da folha de pagamento, mas tomara que realmente não seja conversa para boi dormir. E o principal: espera-se que Mato Grosso seja gerido com profissionalismo, com amor e sem privilegiar determinados setores! Nosso Estado precisa principalmente de um choque de moralidade administrativa e o então candidato, Mauro Mendes, garantia que tinha a fórmula de gestão para salvar Mato Grosso. Então vamos agir e menos choro!

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