Contra o Santos: Fabrício Bruno torce por primeira vitória da Chape fora de casa

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Fabrício Bruno fará apenas a 13ª partida na temporada – Foto: Rafael Bressan/Chapecoense

Na Chapecoense desde 2017, o zagueiro Fabrício Bruno vive uma temporada diferente da última. Um dos destaques da campanha da equipe que se classificou para a pré-Libertadores, o defensor sofreu uma lesão no púbis e passou boa parte do ano apenas observando a campanha ruim.

Agora, ele terá a segunda chance seguida entre os titulares. Escolha do técnico Claudinei Oliveira, Fabrício Bruno deseja que a Chape enfim consiga a primeira vitória fora de casa no Brasileirão. Amanhã (12), encara o Santos, no Pacaembu, no primeiro dos seis jogos que o zagueiro espera mudar o futuro do Verdão.

“A cobrança é normal, em qualquer profissão você tem cobrança, mas agora é maior em função do que a Chapecoense vive, nunca foi rebaixada. Nos cobramos no dia a dia para não ter vaidade, porque não pode pensar em si, tem que pensar em todos. Os jogadores vão passar e não quero sair no fim do ano como o cara que rebaixou a Chapecoense. Com o time rebaixado até as férias com a família, filhos, é complicado, ninguém quer isso”, afirmou.

A lesão no púbis tirou Fabrício Bruno de combate ainda no estadual. O zagueiro falou pela primeira vez sobre o diagnóstico e lamentou o que considera uma falha da Chapecoense, corrigida em uma visita ao Cruzeiro, detentor dos direitos do zagueiro.

Em Belo Horizonte (MG), Fabrício passou por uma cirurgia e revelou o risco de parar de jogar. Agora recuperado fará a 13ª partida na temporada, considerando duas no Brasileiro de Aspirantes.

“No começo era um problema simples, com o laudo em 10 dias para voltar a jogar. Só que eu inchei e achei estranho, porque sempre me recuperei bem. Não conseguia andar, voltei a treinar e senti dor. Foi onde eu decidi ir a Belo Horizonte, ficar com a família. Não fui para ir ao Cruzeiro por desconfiança, mas eles descobriram que eu estava em Belo Horizonte e um diretor ligou para o meu empresário e pediu para eu apresentar os exames. Cheguei de peito aberto para encarar, era uma simples fibrose, mas aí o médico falou que entendia o laudo daqui, mas queria que eu fosse fazer exames e ver o que tinha sido. Em uma quarta-feira, cheguei ao CT e o médico falou que eu perderia o ano. Foi uma coisa que me chateou bastante, mas em hora alguma vou crucificar o Mendonça (médico da Chapecoense). O médico do Cruzeiro falava que era uma cirurgia séria, que colocaria a carreira em risco, por estar batendo osso com osso e gerando desgaste”, explicou.

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