Ponte da Dom Pedro II: Engenheiro da prefeitura garante que não há nada errado

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Gabião em uma das cabeceiras da ponte na Dom Pedro II: engenheiro diz que são mais de 400 toneladas de pedra e é impossível isso afundar – Foto: Arquivo

Não há nada de errado com as obras de reparo em uma das cabeceiras da ponte da Rua Dom Pedro II e não há nenhuma possibilidade de o trabalho para contenção da dita cabeceira possa ceder com o fluxo de veículos assim que o tráfego for restabelecido sobre a ponte. Quem fez a afirmação foi o engenheiro José Renaldo de Almeida Assunção, fiscal da obra em questão, em resposta ao questionamento feito pelo Observatório Social de Rondonópolis (OSR), publicado no A TRIBUNA do último dia 31 de outubro.

“São mais de 400 toneladas de pedra no gabião e é impossível isso afundar. Até por que o peso dos veículos vai ficar sobre o aterro da cabeceira e esse gabião está sendo construído apenas para conter esse aterro. O gabião está muito bem feito e a população pode ficar tranquila que não há nenhum risco dessa cabeceira ceder assim que concluída por conta desse problema”, afiançou o engenheiro, que trabalha há 26 anos na prefeitura e tem mais de 40 anos de experiência na área.

Segundo José Renaldo, esse seria o equívoco fundamental do OSR. “O tráfego de veículos não vai ser em cima das pedras. Essas são exclusivamente para segurar o aterro. E o aterro vai ser bem feito e vai resolver o problema. Não há esse risco de afundamento das pedras como foi dito. Eu admiro muito o trabalho do Observatório, mas nesse caso eles estão equivocados”, informou.

José Renaldo, engenheiro fiscal da obra: “o peso dos veículos vai ficar sobre o aterro da cabeceira e esse gabião está sendo construído apenas para conter esse aterro” – Foto: Denilson Paredes

Ainda segundo o engenheiro, mesmo que algumas pedras do gabião se movam, isso não colocaria o aterro em risco, pois a estrutura que está sendo construída é exclusivamente para a contenção do aterro. “O serviço que está sendo feito ali é bruto e resistente. Não vai afundar aquilo ali mais nunca. Só se tiver algum terremoto. A tela usada para conter o gabião é uma tela especial, mais resistente que uma comum. Ela é revestida com PVC e tem uma durabilidade muito grande. O gabião é feito desse jeito mesmo, pois se fosse colocado concreto ali, ele correria o risco de rachar e aí sim correria o risco de ceder. Então, o Observatório e a sociedade podem ficar tranquilos quanto a isso”, completou.

Com relação ao aterro que será feito na cabeceira da ponte, o engenheiro afirmou que o mesmo será compactado e terá todas as condições de suportar o peso dos veículos e a vibração provocada pelo intenso tráfego que ocorre sobre a ponte da Rua Dom Pedro II, que é uma das vias mais movimentadas e importantes da cidade. A previsão do engenheiro é que a obra seja concluída e a ponte liberada para o tráfego ainda este mês.

ENTENDA MELHOR

A ponte sobre o Ribeirão Arareau, na Rua Dom Pedro II, está parcialmente interditada desde o dia 4 de abril deste ano e totalmente interditada desde o dia 13 de setembro último, causando enormes transtornos e dores de cabeça para motoristas e motociclistas que precisam passar pelo local todos os dias.

Por conta da interdição, todo o trânsito da via, uma das mais movimentadas da cidade, foi desviado para a Rua Rio Branco, que é outra via muito movimentada e está funcionando em meia pista.

1 COMENTÁRIO

  1. PODE NÃO HAVER MAIS NENHUM PROBLEMA, MAS A OBRA, PARA SER CONCLUÍDA, ESTA DEMORANDO MESES A FIO, E, MAIS UM POUQUINHO, FAZ ANIVERSÁRIO E A DOM PEDRO CONTINUA TRANCADA NA PONTE. HAJA PACIÊNCIA!!!

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