Brasileiros eliminados: Palmeiras também cai fora da Libertadores

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Palmeiras: o último dos brasileiros a cair na Libertadores – Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras recebeu o time do Boca Juniors, na noite de ontem (31), na Arena Palmeiras, em São Paulo (SP), pelo jogo de volta das semifinais da Copa Libertadores. O Alviverde empatou por 2 a 2 e não conseguiu reverter a vantagem do time xeneize imposta no jogo de ida, na Bombonera, por 2 a 0.

O duelo começou com o Palmeiras indo com tudo para cima do Boca Juniors, na busca de, no mínimo, levar a partida para as penalidades. Logo aos dez minutos de bola rolando o capitão Bruno Henrique estufou as redes, após receber belo passe de Lucas Lima, incendiando a torcida na Arena. No entanto, a arbitragem anulou o tento do palestrino utilizando o VAR (árbitro de vídeo), que apontou impedimento de Deyverson na jogada.

Mesmo com o gol anulado, a torcida continuava a empurrar o time com entusiasmo. Porém, aos 17 minutos, o time argentino chegou ao gol e acabou jogando um balde de água fria no time alviverde. Ábila colocou a equipe visitante em vantagem após receber de Villa (Palmeiras 0x1 Boca Juniors).

A partir do tento xeneize, o que se viu foi um Palmeiras sem muita sorte em suas jogadas – executava corretamente, mas não conseguia de fato levar perigo à meta rival – e também uma arbitragem um tanto quanto perdida em campo.

Em um dos últimos lances do primeiro tempo, o jogador Pérez, do Boca, tocou a bola com o braço dentro da área. Os jogadores do Palmeiras pediram análise do VAR. De fato o braço de Pérez desviou a pelota, mas estava junto ao corpo (o que poderia não caracterizar um pênalti). No entanto, a arbitragem dispensou a análise por vídeo de um lance tão crucial e ainda marcou tiro de meta – neste caso, o correto seria assinalar escanteio.

Para o segundo tempo, Moisés entrou no lugar de Bruno Henrique. O Verdão mostrou que não tinha se dado por vencido e mostrou garra. Logo aos sete minutos da etapa derradeira, o zagueiro Luan recebeu bola ajeitada de Felipe Melo para chutar cara a cara com o arqueiro do time argentino e deixar tudo igual (Palmeiras 1 x 1 Boca Juniors).

Nesse momento, a torcida – que nunca duvidou – passou a acreditar ainda mais, mesmo porque, ainda restavam quase 40 minutos de jogo. E a esperança do palmeirense iria aumentar ainda mais em breve.

Aos 13 minutos, Dudu sofreu pênalti indiscutível após invadir a área do Boca Juniors. Nem mesmo foi necessário a confirmação pelo VAR. Para a cobrança, partiu o paraguaio Gustavo Gómez: o zagueiro esmeraldino chutou no canto direito do goleiro Rossi, sem chance de defesa. (Palmeiras 2×1 Boca Juniors).

Àquela altura, o Verdão precisava de mais dois gols para se classificar, e o time começava a se inflamar. Havia, no mínimo, mais 30 minutos de bola rolando e os gols alviverdes pareciam questão de tempo. Aos 17 minutos de jogo, Willian sentiu dores na coxa e precisou ser substituído por Borja, mais um atacante de área.

Aos 24 minutos, no entanto, Benedetto – que havia marcado duas vezes no jogo de ida, vitória do Boca por 2 a 0 na Bombonera – voltou a ser decisivo e ampliou ainda mais a vantagem xeneize. Ele bateu bem colocado, de fora da área, e acometeu a defesa do Alviverde. (Palmeiras 2×2 Boca Juniors).

Visando um milagre (três gols) com 15 minutos para o fim da partida, o técnico Felipão resolveu mexer no time: colocou Gustavo Scarpa no lugar de Felipe Melo, aos 30 minutos do segundo tempo. Com isso, o Verdão deixou de ter um jogador com características mais defensivas e passou a jogar ainda mais aberto.

Apesar das alterações, o Verdão, mesmo conseguindo trabalhar bem o setor criativo, não conseguiu mudar o marcador, que terminou com a contagem de 2 a 2. O resultado favoreceu o Boca Juniors, que se classificou à decisão da edição de 2018 do torneio continental.

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