Breve relato da evolução humana – Parte Final

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Por convenção divide-se a história, que abrange uns sete a oito mil anos, em três épocas distintas: a Antiguidade, a Idade Média e a Idade Moderna. Para alguns estudiosos a Antiguidade finda com a dissolução do império romano do Ocidente (ano de 476 da era cristã); para outros o fim da Idade Média se da com a descoberta da América por Cristóvão Colombo em 1492, mas aí surge uma enorme divergência entre eles, em que a grande maioria entende ser o fim dessa idade com a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453, que de fato marcou, de modo definitivo, o fim do império romano do Oriente e, sem dúvida alguma, o início do Renascimento das letras clássicas deixadas pela antiguidade greco-romana e que a cultura européia é o prolongamento e a continuação indireta da antiguidade oriental (áfrico-asiático). O berço do Renascimento foi, sem dúvida alguma, a Itália.

Podemos observar uma constante evolução humana ao longo dos tempos, mas existem lacunas que agravam essa evolução, a saber:

– Todos os grandes impérios vieram abaixo, apesar de domínios absolutos, como os mais recentes, os impérios Romano, Britânico e Soviético;

– A bola da vez de domínio, seja comercial ou pelo poderio armamentista são os Estados Unidos da América e se agigantando a China;

– Lutas constantes por território, pelo poder e por riquezas absolutas;

– Matanças pelo mundo por ideologia política e religiosa;

– Disseminação de novas seitas pelo planeta;

– Disseminação de drogas pelo planeta de maneira avassaladora;

– Tráfico internacional de seres humanos para fins de prostituição e exploração sexual infantil;

– Corrupção, roubos, assaltos, estupros, assassinatos são uma constante;

– Constante aumento na produção de alimentos a cada ano, mas a fome e miséria pelo mundo se alastram terrivelmente, principalmente no continente africano;

– Êxodo rural para as cidades, tendo como consequência favelas aos milhares, desemprego e uma série de fatores negativos;

– Construção de arranha-céus cada vez mais altos e pessoas vivendo isoladas nas alturas, sem ao menos conhecer os moradores do mesmo andar;

– Pessoas que não conhecem o vizinho que mora ao lado ou à frente de sua casa, do seu bairro, muito menos de se cumprimentar;

– Pessoas que vivem nas cidades, mas se sentem ilhados, alheios ao que se passa ao seu redor, muitos depressivos;

– Pessoas que frequentam a Igreja, mas não praticam a caridade;

– Pessoas riquíssimas, mas que vivem tão somente atrás de mais riquezas;

– Pessoas que constituem família, mas não dão a mínima importância à mesma;

– A medicina avança a todo instante, mas as doenças proliferam cada vez mais, principalmente câncer, síndrome do pânico, estresse, etc.;

– Os avanços científicos e tecnológicos são uma constante, mas nada disso contribui para que o ser humano possa ter uma vida digna e feliz;

– O abismo entre ricos e pobres é cada vez maior, pois a concentração de rendas e riquezas se encontra em mãos de poucos.

Poderíamos continuar a citar uma centena ou mais exemplos, mas esperamos serem estes suficientes para uma tomada de consciência, pois esse é o objetivo desse breve relato.

(*) Orlando Sabka é aposentado em Rondonópolis

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