De olho em 2020: MDB e PSL se fortalecem e nomes como Medeiros e Marildes poderão surpreender

33
Medeiros é um dos nomes que sai fortalecido destas eleições – Foto: Arquivo

Findadas as eleições deste ano, ao menos em nível estadual, e tendo se definido o nome do governador, dos senadores e deputados estaduais, os bastidores da política estadual já voltam suas atenções para o pleito municipal de 2020, quando serão escolhidos o novo prefeito e uma nova safra de vereadores. Partidos tradicionais que tinham perdido um tanto da força de outrora voltam a ser protagonistas, como é o caso do MDB, que reelegeu o cacique Carlos Bezerra e conseguiu eleger o vereador Thiago Silva para deputado estadual, enquanto partidos que antes eram considerados nanicos, como o PSL, passam a ser considerados grandes e novos nomes podem chegar fortes para disputar espaço, como o senador e deputado federal José Medeiros, do Podemos, e da ex-coordenadora do Procon, Marildes Ferreira (PSB), que foi bem votada no último dia 7.

Um dos grandes partidos nacionais há décadas, o MDB é muito forte eleitoralmente em Rondonópolis e já chegou a comandar o Executivo, mas esteve meio apagado nas últimas eleições, tendo no máximo indicado candidatos a vice em chapas que não obtiveram êxito nas urnas, como no caso da jornalista Valéria Bevilacqua, vice de Ananias Filho (PR) em 2012, e do vereador Dr. Manoel em 2016, que foi candidato a vice de Percival Muniz (PDT), ambos derrotados na urnas.

Fortalecido nas urnas em 2018, com a reeleição de Bezerra para a Câmara Federal, com o peso de ser o único dos atuais deputados com mandato a conseguir se reeleger, e com a eleição do vereador e ex-líder comunitário Thiago Silva para a Assembleia Legislativa, o partido pode chegar forte eleitoralmente em 2020 e quem sabe até emplacar um nome para cabeça de chapa com chances reais de eleição. Para tanto, precisa desde já traçar as linhas gerais do projeto e envolver desde já sua bancada de vereadores e lideranças, para chegar próximo da eleição coeso e em condições de atrair aliados de peso para o seu projeto.

Um partido pequeno que já tinha conseguido um feito inédito ao eleger dois vereadores em 2016, João Mototáxi e Beto do Amendoim, o PSL cresceu com a filiação do candidato a presidente Jair Bolsonaro e, como não poderia deixar de ser, na onda de renovação que varreu o país e elegeu uma legião de apoiadores do presidenciável, elegeu o delegado Claudinei Lopes para deputado estadual e o fazendeiro Nelson Barbudo, que tem base em Alto Taquari, para a Câmara Federal. Com essa nova configuração, o partido deixa de ser de uma segunda divisão na política municipal e poderá até lançar um nome a prefeito ou entrar com força em alguma coligação, podendo indicar o vice ou algo que o valha.

Nomes não tão novos, mas agora reforçados pelo bom resultado das urnas em 2018, como é o caso de José Medeiros, do pequeno Podemos, segundo mais votado para deputado federal no estado, e da ex-coordenadora do Procon, Marildes Ferreira, do PSB, também podem ter um papel importante nas eleições de 2020, dependendo muito de como será seu desempenho e postura até lá. Não se sabe os planos de Medeiros, mas que ele sai reforçado de 2018, isso é inegável. Já no caso de Marildes, embora não tenha o gabarito e o peso político para se lançar à majoritária como cabeça de chapa, com certeza se trata de um excelente nome para vice ou para vereadora, podendo inclusive ser uma puxadora de votos e ajudar a compor uma bancada para seu partido no Legislativo Municipal.

QUEM CHEGA MENOR EM 2018

Enquanto alguns conseguiram sobreviver e outros se fortalecer, outros grandes partidos perderam força, como é o caso do PSDB, que não conseguiu reeleger o governador Pedro Taques, da mesma forma como não conseguiu eleger nenhum senador ou deputado federal, assim como não conseguiu eleger seu representante local, o vereador Rodrigo da Zaeli, para o parlamento estadual, que inclusive foi menos votado que na eleição de 2014. Partido que disputou a eleição de 2016 com candidatura própria a prefeito, o PSDB chega visivelmente menor a 2020.

Outro que não conseguiu seus intentos nas eleições deste ano foi o prefeito José Carlos do Pátio (SD), que coordenou a campanha de Taques e da mesma forma que em 2010, quando apoiou o então candidato ao governo Wilson Santos, do mesmo partido de Taques, que da mesma forma ficou em terceiro lugar naquele pleito. Pátio também prometeu ao menos 30 mil votos para o candidato Dr. Leonardo, que é do mesmo Solidariedade de Pátio, que até conseguiu se eleger, mas não graças aos votos prometidos pelo prefeito, já que teve apenas 2.480 votos na cidade. Quem também que teve votação pífia, se levado em consideração que foi apoiado por um prefeito de uma cidade da importância e do tamanho de Rondonópolis, foi o candidato de Pátio a estadual, Valdir Correia, que teve apenas 4.307 votos na cidade. Caso queira se recandidatar ao cargo, Pátio terá muito trabalho para costurar uma aliança com aliados de peso, como uma candidatura à reeleição exige.

É claro que nomes fortes e tradicionais da política local como os ex-prefeitos Adilton Sachetti (PRB) e Percival Muniz (PDT) devem sair candidatos, mas estes encontrarão um cenário bem diferente de eleições anteriores e terão dificuldades em ganhar o voto dos eleitores sedentos de renovação.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here