Tempos de fúria!

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Noticiamos ontem a agressão contra nosso colega Denilson Paredes, jornalista do A TRIBUNA, como uma forma de alerta. Dessa vez ele foi agredido, amanhã pode ser um outro morador, na próxima semana pode ser você. Se hoje tentam por meio da força calar um trabalhador, que está atuando para tornar a vida do seu semelhante melhor e defender o seu direito, quem garante que amanhã, quando você disser que tem um direito, não será agredido também?

A vida está com muito pouco valor. A política está um caos, o Brasil está um caos e a integridade física é desmerecida a todo instante. A intolerância espalha-se no noticiário, nas conversas e, pior, nos corações. A sociedade vive em um completo estado de ódio, de comportamentos que ferem direitos e mudanças que tornam o cidadão cada vez mais desprotegido. Isso, claro, acaba respingando no trabalho jornalístico, no trabalho de interesse público e para o público.

No caso específico da agressão ao jornalista do A TRIBUNA, a identificação e devida punição aos suspeitos têm que acontecer. Ainda que ele não estivesse identificado na ocasião como profissional da imprensa, mas estava na condição de um cidadão tentando agir contra algo de errado. Ainda estamos em uma cidade/país que permite a livre manifestação do pensamento, das ideias, do trabalho. Esperamos que a resposta seja dada por parte das autoridades e que a nossa cidade continue a ser um local que respeite a democracia e os direitos de todos os cidadãos.

Algumas pessoas têm dificuldade de compreender o real papel dos meios de comunicação no Estado Democrático de Direito. O papel da imprensa não é o de ser, em nenhum momento, o protagonista do processo que está em discussão, mas sim reportar os fatos que estão acontecendo. Não somos e nem queremos ser a notícia, mas sim a voz da população. Que esse caso possa ter as devidas respostas e punições!

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