Batida pujante

(*) Francisco Assis

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Cadê aquela plateia gigante
Que ficava doutro lado da corda
E aplaudia de forma incessante
Não mais desperta nem acorda.
O desfile já deu início
Tem gente chegando atrasado
Parece conto qual fictício
Fato que não deveria ser contado.
A tradição está se perdendo
A cada desfile de setembro
Não é ficção estou vendo
Punha a cantar o hino não lembro.
Lugar que pisei a marchar
Na batida pujante do bumbo
Qual dessa imagem parece minar
Tão dolorido e profundo.
Qual seria o planejamento escolar
Do Ministério da Educação
Que padroniza o dever de ensinar
Pois nossa cultura é tradição.
Hoje vejo um Drone filmar
O pouco que tem na avenida
Uma realidade que ganha lugar
Cresce e não vejo saída.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – Email:
[email protected]

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