Juiz agenda interrogatórios de PMs envolvidos em interceptações

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Juiz da Décima Primeira Vara Criminal Militar, Murilo Moura Mesquita, que designou o interrogatório dos acusados – Foto: Divulgação

Suspensa há cerca de três meses, após pedidos de suspeição na Segunda Instância, a ação penal oriunda das investigações da “Grampolândia Pantaneira” foi retomada nesta quinta-feira (04) pelo juiz da Décima Primeira Vara Criminal Militar, Murilo Moura Mesquita, que também agendou para o próximo dia 27 os interrogatórios dos militares réus.

A “Grampolândia Pantaneira” investiga e julga a participação de cinco policiais militares no esquema de grampos clandestinos ocorrido durante o governo liderado por Pedro Taques. “A ação penal estava suspensa por força da decisão exarada nos autos da exceção de suspeição 18842/2018, conforme despacho de 6.4.2018”, abriu o magistrado, que logo adiante anunciou. “Desta forma, designo sessão para a apreciação do pedido da defesa do réu Zaqueu de e interrogatório dos acusados para o dia 27.7.2018, às 13h30”.

Conforme os autos, Gerson Corrêa Junior, Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Lesco, Ronelson Barros e Januário Batista são acusados de compor esquema de interceptações ilegais na Polícia Militar. A segunda fase das investigações, a “Operação Esdras” foi desencadeada em 27 de setembro de 2017, com base no depoimento prestado pelo tenente-coronel da Policia Militar José Henrique Costa Soares, que revelou um esquema criminoso para frear as investigações sobre interceptações ilegais e afastar o desembargador Orlando Perri (então relator do caso).

A partir de depoimentos prestados por Soares, “descortinou-se um sórdido e inescrupuloso plano” no intuito de interferir nas investigações policiais e macular a reputação do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.

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