Deficientes protestam por acessibilidade no transporte público

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“Não sei por que Rondonópolis impõe essa via crucis aos deficientes”, afirmou Marcelo Ferreira, que reclama das dificuldades que os deficientes físicos da cidade enfrentam para obter a carteira que lhes assegura o transporte gratuito no município – Foto: Divulgação

O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência Física de Rondonópolis (CMPDR) quer que a Prefeitura retire da empresa Cidade de Pedra, concessionária do transporte público no município, a responsabilidade pela emissão das carteiras de identificação das pessoas com deficiência física, que garantem a essas o direito de usar o transporte público gratuitamente. O argumento dos conselheiros é que a empresa estaria dificultando o acesso dos deficientes ao documento, o que estaria atentando contra um direito que os mesmos têm e que é garantido por força de lei federal, mas que deve ser regulamentado por lei municipal.

De acordo com o presidente do CMPDR, Marcelo Ferreira, a cobrança dos conselheiros é que a Prefeitura retome para si e repasse a atribuição da emissão das carteiras dos deficientes físicos para o Conselho que representa os seus direitos. “Hoje, de cada dez deficientes que procuram a Cidade de Pedra para confeccionar a sua carteira, nove são reprovados. Isso quando não reprovam todos os dez. Isso porque todos vão munidos de documentos e de laudos médicos que confirmam que se trata de pessoas com deficiência e que são carentes, que são as exigências para acessar ao direito de usar o transporte urbano gratuitamente. Nós estamos sendo tolhidos no nosso direito e queremos que o prefeito interceda para nos garantir isso de volta”, afirmou.

Segundo ele, o Município já teve uma lei municipal que regulamentava o caso, mas ela foi revogada e agora ele cobra a elaboração de uma nova lei, mas diz que os deficientes não podem ser prejudicados pela situação. “Existe uma lei federal que nos garante o direito, mas ela precisa ser regulamentada aqui. Mas a falta dessa lei municipal não autoriza a empresa a nos negar o nosso direito”, completou.

Segundo Marcelo Ferreira, além de não aceitar os laudos médicos levados pelos deficientes, a empresa ainda estipulou que os documentos sejam entregues somente em um dia da semana, dificultando ainda mais a situação dos mesmos. “Não sei por que Rondonópolis impõe essa via crucis aos deficientes. Esse é um direito e quem define se a pessoa tem deficiência física ou não é o médico que emite o laudo. Aqui, estamos vendo a empresa selecionar aqueles que acha que devem ter o acesso ao seu direito, o que não é aceitável para nós. Não vamos aceitar essa situação e vamos continuar lutando até que tenhamos o nosso direito garantido”, concluiu.

Por conta dessa situação, uma comissão de membros do CMPDR esteve na tarde de ontem (26) na Prefeitura, na tentativa de ser recebida pelo prefeito José Carlos do Pátio (SD) para debater o assunto, mas foi atendida pelo seu assessor de gabinete, Éder de Oliveira, que prometeu aos conselheiros que irá promover uma reunião entre a Prefeitura, a empresa Cidade de Pedra e os representantes dos deficientes, para procurar uma solução para a demanda dos mesmos.

1 COMENTÁRIO

  1. Outro problema existente em nossa cidade é a falta de mais vagas para idosos estacionar, pois algumas que existiam anteriormente foram transformadas em vagas pagas. Isso os senhores vereadores não enxergam ou não querem enxergar. Vergonha, pois foram várias vezes denunciadas publicamente a falta de vagas para idosos estacionarem.

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