Antônio Joaquim nega extorsão do TCE na gestão Silval

8
Conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antônio Joaquim: “Eu vivo um calvário desde setembro do ano passado” – Foto: Arquivo

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (26), em Cuiabá, o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antônio Joaquim afirmou estar vivendo um “calvário” em razão de uma delação pautada somente na palavra do ex-governador Silval Barbosa, classificado por ele como “gangster”.

“Eu vivo um calvário desde setembro do ano passado, em cima só da palavra de um ladrão confesso, um bandido confesso, um gangster. A palavra dele se tornou tão poderosa que se sobrepõe a qualquer contraponto de minha parte. Nunca fui nem chamado para falar. Já se passaram nove meses. Somente a palavra de um bandido me impôs esse calvário”, disse Joaquim.

Para a imprensa, ele rebate declarações dadas por Silval em depoimento prestado à Justiça Federal, num processo relativo ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Conforme vídeo, o ex-governador afirmou ter sido vítima de “chantagem” e “extorsão” de cinco conselheiros do TCE, à época da realização das obras da Copa em Cuiabá e Várzea Grande.

“Nunca fiz chantagem, nunca vou fazer, pois não é minha natureza. Caracterizar esses nove relatórios que assinei como chantagem é uma mentira deslavada, uma tentativa de usar um trabalho técnico, sério como argumento para sustentar essa mentira”, afirmou Joaquim, referindo-se a relatórios produzidos à época das obras relacionadas ao Mundial de 2014.

Ainda conforme o conselheiro afastado, todos os relatórios foram realizados por técnicos do TCE.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here