Decisão da Justiça não menciona atual diretor do Impro

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Roberto Carlos está isento de decisão da Justiça sobre o Impro – Foto: Arquivo

A decisão da Justiça que acatou pedido de reconsideração efetuado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e decretou, liminarmente, a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 7,6 milhões de dois gestores do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (IMPRO) e de Fundos de Investimento não menciona nada referente ao atual diretor do IMPRO, Roberto Carlos Correa de Carvalho, que é candidato a reeleição pela Chapa 1.

Conforme informou o Departamento jurídico da Chapa de Roberto Carlos, todos aqueles que produzirem informações sobre o assunto, imputando a responsabilidade do caso sobre Roberto Carlos serão acionados judicialmente. “A Justiça faz o papel dela que é investigar. Agora terceiros acusarem uma pessoa de fora do processo é crime e essas pessoas vão responder e, com certeza, serão penalizadas”, disse o advogado Danilo Ikeda.

Foram acionados pelo MPE: Josemar Ramiro e Silva, ex-diretor executivo do instituto à época dos fatos; Wellington de Moura Portela, gerente de Finanças e Investimentos; e as empresas BNY Mellon Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Diferencial Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, Fundo de Investimento Diferencial Renda Fixa Longo Prazo, Fundo de Investimento Renda Fixa Crédito Privado Portfolio Master I, AGGREGA Investimentos LTDA-EPP e Coral Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Multissetorial.

O MPE argumenta que os investimentos realizados não foram regidos pelos princípios administrativos da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência administrativas. No entanto, Wellington de Moura Portela disse ontem ao Jornal A TRIBUNA estar tranquilo diante das acusações e, se intimado pela Justiça, irá apresentar advogado para sua defesa. “Pelo que acompanhei pela imprensa, estas acusações são referentes a auditorias realizadas entre os anos de 2012 a 2015. Nesta época, eu não era responsável pela aplicação dos recursos do Impro nos fundos de investimentos investigados pela Justiça”, garantiu.

O candidato Roberto Carlos, por sua vez, vê com estranheza tal decisão faltando poucas horas para a eleição no IMPRO, marcada para esta quinta-feira (14). Para ele, a situação está gerando muita polêmica entre os servidores públicos municipais de Rondonópolis e interferindo na lisura do processo eleitoral.

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